Gambá encontrado com 90% do corpo queimado morre após resgate

Ele foi levado para um centro especializado em tratar animais silvestres, mas não resistiu

Escrito por: Vinicius Assis2 min de leitura
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Divulgação/Univap
O gambá chegou a passar por primeiros socorros (Divulgação/Univap)

O gambá ferido, que foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros em um incêndio próximo a Rodovia dos Tamoios no trecho de Paraibuna, morreu na tarde desta terça-feira (15). O marsupial teve 90% do corpo queimado e não resistiu às complicações.

O resgate aconteceu na manhã de segunda-feira (14), próximo ao km 30 da Rodovia dos Tamoios. O Corpo de Bombeiros estava atendendo uma ocorrência com múltiplos focos de incêndio em uma área com plantação de eucaliptos quando encontrou o pequeno gambá. O animal estava todo queimado no momento que foi resgatado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o gambá havia sofrido muito com o incêndio. Ele estava muito debilitado e sem forças para andar. Os cuidados adotados para atender o marsupial foi semelhante aos que seriam aplicados em um humano queimado. Os bombeiros tiveram que ser cuidadosos para não retirar a pele do animal, que já estava frágil.

Ele foi levado para a Univap (Universidade do Vale do Paraíba), onde recebeu tratamento. Na instituição ele foi tratado pela CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), mas acabou não resistindo aos ferimentos.

A espécie não corre risco de extinção, mas são frequentemente alvos de extermínio. Os gambás não oferecem nenhum risco aos humanos. Apesar da fama de serem fedidos, a espécie que é encontrada no Brasil não possui a característica dos gambás norte-americanos, que possuem a glândula que solta o odor como defesa.

Os gambás são considerados marsupiais – como coalas e cangurus – por conta das fêmeas terem bolsas onde carregam os filhotes até que as crias cheguem a idade adulta.

A reprodução da espécie acontece entre os meses de setembro e dezembro. Cada ninhada gera em média seis filhotes, mas esse número pode chegar a 14 indivíduos e os filhotes ficam dentro de uma bolsa por 46 dias. Após 60 dias, os filhotes saem do marsúpio e ficam agarrados às costas da mãe.

Divulgação/Corpo de Bombeiros
O gambá resgatado foi levado para a Univap para ser socorrido (Divulgação/Corpo de Bombeiros)
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