Hacker diz que uma das senhas do sistema era ‘12345’

Walter Delgatti foi um dos que invadiram os sistemas judiciários

Escrito por: Meon2 min de leitura
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O hacker Walter Delgatti Neto afirmou nesta quinta-feira (17), em depoimento à CPI dos Atos Golpistas que, ao invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), utilizou as senhas “12345”, “123mudar” e “CNJ123”, ao ser questionado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) sobre o plano de invasão ao sistema.

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Segundo informações conhecidas pela deputada, as senhas eram “simples” e “idiotas”.

Delgatti alegou que o objetivo da invasão aos sistemas do CNJ era incluir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ainda no depoimento à CPI dos Atos Golpistas, Delgatti disse acreditar que o objetivo do plano era anular o resultado da eleição para que o presidente Lula não tomasse posse.

O Ariovaldo Moreira, advogado do Walter Delgatti Neto, o hacker foi contratado por Zambelli para invadir os mais variados sistemas do Judiciário.

Moreira ainda declarou que o seu cliente recebeu R$ 40 mil pelo serviço.

O hacker foi preso no último dia 2, após uma operação da Polícia Federal.

O hacker afirmou ter se encontrado com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) para discutir possível invasão às urnas eletrônicas.

O encontro entre Bolsonaro e Delgatti teria sido feito com a ajuda de Carla Zambelli.

Durante uma das reuniões, que aconteceu no Palácio da Alvorada com Bolsonaro antes das eleições de 2022, o ex-presidente assegurou que concederia um indulto (perdão presidencial) a ele, caso fosse preso ou condenado por ações sobre urnas eletrônicas.

De acordo com as investigações, o grupo de hackers, após invadirem o sistema, passou a ter acesso remoto aos bancos de dados. Esse acesso foi interrompido após a descoberta, e medidas foram tomadas para evitar novas invasões.

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