Hillary e Sanders fazem debate acalorado antes de primárias em Nova York
Antes da importante primária do Partido Democrata em Nova York na próxima semana, os pré-candidatos Hillary Clinton e Bernie Sanders tiveram um debate acalorado na noite de quinta-feira no Brooklyn, na qual discutiram quem seria o mais preparado para assumir a presidência dos Estados Unidos. O debate foi uma das últimas chances de Sanders…

Antes da importante primária do Partido Democrata em Nova York na próxima semana, os pré-candidatos Hillary Clinton e Bernie Sanders tiveram um debate acalorado na noite de quinta-feira no Brooklyn, na qual discutiram quem seria o mais preparado para assumir a presidência dos Estados Unidos.
O debate foi uma das últimas chances de Sanders mudar a trajetória da disputa democrata. Com isso, o senador adotou uma postura agressiva, várias vezes interrompeu a rival e também tomou a palavra dos moderadores – o que Hillary também fez.
Sanders criticou a líder na disputa pela indicação democrata em uma série de frentes. Ele criticou, por exemplo, os laços de Hillary com Wall Street, decisões passadas dela e sua agenda política mais moderada. Já Hillary passou boa parte da noite a falar sobre seu currículo e sobre o presidente Barack Obama. Ela se apresentou como a única realmente democrata na disputa, que havia ajudado o partido e outros candidatos.
Hillary disse que conseguiu mais votos que Sanders e realizou uma campanha nacional e será capaz de vencer o nome republicano, independentemente do escolhido. No debate, Sanders questionou a capacidade de Hillary de controlar os bancos de Wall Street, após aceitar pagamentos e doações da campanha dessas instituições.
A dupla discordou fortemente sobre Israel. Sanders sugeriu que Hillary favorecia os israelenses na longa disputa com os palestinos. “No longo prazo nunca haverá paz na região a menos que os Estados Unidos tenham um papel, um papel imparcial”, afirmou Sanders. Segundo ele, Hillary nem discutiu as necessidades do povo palestino, ao falar para o principal grupo de lobby de Israel nos EUA.
Hillary, por sua vez, disse que de fato simpatiza com os israelenses, que segundo ela estão sob constantes ataques terroristas e têm o direito de se defender. Como presidente, porém, ela garantiu que será justa e citou seu trabalho como secretária de Estado. “Eu sou a pessoa que realizou os três últimos encontros entre o presidente da Autoridade Palestina e o primeiro-ministro de Israel”, afirmou.
O senador por Vermont recuou de declarações anteriores segundo as quais a ex-secretária de Estado não era qualificada para ser presidente, mas condenou as decisões dela de votar a favor da guerra do Iraque e de aceitar milhões de dólares em apoio dos supercomitês democratas. “A secretária Clinton tem a experiência e a inteligência para ser presidente? Claro que tem”, disse ele. “Mas eu realmente questiono o discernimento dela.”
Uma derrota nas primárias de terça-feira em Nova York deixaria Sanders com pouca esperança de reagir. Uma pesquisa Wall Street Journal/NBC News/Marist mostrou que a ex-secretária de Estado lidera com 17 pontos porcentuais entre os democratas no Estado. Fonte: Dow Jones Newswires.
Posts Relacionados

Visto americano: nova regra limita a três as mudanças em entrevistas

Padre morre após ser atingido por cruz durante missa transmitida ao vivo no Equador

Papa Leão XIV recebe alta hospitalar após cirurgia para tratar câncer de pulmão
