IML de SP e Cruz Vermelha vão usar DNA para identificar 300 ossadas de pessoas desaparecidas

Famílias com parentes desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do IML

Escrito por: Sabine Baumann1 min de leitura
Ação sobre pessoas desaparecidas na Praça da Sé, em São Paulo
Ação sobre pessoas desaparecidas na Praça da Sé, em São Paulo

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) assinaram nesta quinta-feira (5) um acordo de cooperação para identificar 300 ossadas que estão sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) paulista.

Segundo o Governo de São Paulo, o trabalho será feito com análise genética. Os resultados serão comparados com o material de familiares de pessoas desaparecidas guardado em bancos de dados genéticos.

Como as famílias podem ajudar

Quem tem um parente desaparecido há mais de 30 dias pode agendar a coleta de material genético pelo site do IML. Quanto mais familiares cadastrados, maiores as chances de cruzamento entre os perfis genéticos e de identificação.

O que dizem os envolvidos

De acordo com a perita criminal Maria Paula Valadares, a parceria vai ampliar a capacidade de processamento das amostras e acelerar as análises genéticas, ajudando a esclarecer identidades e futuras investigações.

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o trabalho também preserva a dignidade das pessoas que morreram e de suas famílias.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil (imagem de arquivo).

Com informações da Agência Brasil.

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