Mais de 2,4 milhões de famílias podem perder desconto na conta de luz se não atualizarem cadastro até 31 de dezembro
Tarifa Social dá até 100% de desconto para famílias de baixa renda; problema mais comum é o titular da conta não ser o mesmo do CadÚnico

Mais de 2,4 milhões de famílias de baixa renda precisam atualizar o cadastro nas distribuidoras de energia para continuar recebendo a Tarifa Social de Energia Elétrica, que dá descontos e até isenção na conta de luz. Quem não regularizar a situação até 31 de dezembro perde o benefício.
O número é de um levantamento da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) com os quatro maiores grupos de distribuidoras do país. Hoje, 16 milhões de lares recebem o desconto.
Quem tem direito à Tarifa Social
- Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até meio salário mínimo por pessoa (o mínimo está em R$ 1.621);
- famílias no CadÚnico com renda de até três salários mínimos que tenham pessoa com deficiência que dependa de aparelhos elétricos de uso contínuo;
- idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O desconto pode chegar a 100% para quem consome até 80 kWh por mês. Mesmo assim, a fatura pode trazer cobranças como ICMS e a contribuição de iluminação pública.
Por que tanta gente pode perder o desconto
Pelas regras da Aneel, o titular da conta de luz precisa fazer parte da família inscrita no CadÚnico, e o endereço precisa ser no mesmo município informado no cadastro. Se os dados não batem, o benefício é cortado.
Na Enel, que atende clientes em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará, mais de 502 mil famílias não regularizaram a titularidade, sendo mais de 180,6 mil em São Paulo. A Equatorial tem 1 milhão de beneficiários com divergências, a Neoenergia, quase 533 mil, e a Energisa, 393 mil.
Como regularizar
É preciso trocar a titularidade da conta na distribuidora ou atualizar o cadastro em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade. Algumas distribuidoras fazem busca ativa e procuram os clientes por WhatsApp, e-mail ou visita.
Segundo as distribuidoras, outras 3,2 milhões de famílias poderiam receber o desconto, mas ainda não estão inscritas no CadÚnico.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Com informações da Agência Brasil.
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