José Saud pré-candidato do PMDB quer Taubaté pensando nos outros

Empresário quer propor um novo modelo para Taubaté

Escrito por: Eduardo Pandeló5 min de leitura
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Pré-candidado pelo PMDB, José Saud é presidente da Associação Comercial e Industrial de Taubaté (ACIT)

Pedro Ivo Prates/Meon

Em entrevista exclusiva para a edição de junho da revista Metrópole Magazine, José Saud pré-candidato do PMDB à prefeitura de Taubaté falou de seus planos para a cidade.  O portal Meon publica um pequeno trecho dessa entrevista:

José Antônio Saud Junior, 53 anos, empresário, casado e pai de quatro filhas. Formado em Engenharia Civil, Física e Pedagogia, e pós graduado em Hotelaria e Gerente de Cidades.

Como  professor de Química e Física deu aulas por quase 10 anos na rede pública estadual. Empresário de sucesso atua nos ramos de educação, comércio, construção civil e eventos juntamente com a família, e por meio das empresas da família faz parte do grupo responsável pela gestão de diversos projetos sociais em Taubaté.

Saud está filiado ao PMDB há mais de 30 anos, mas nunca concorreu à uma eleição, e não havia ocupado nenhum cargo público até Janeiro de 2014 quando assumiu a função de Secretário de Turismo e Cultura de Taubaté a convite do prefeito Ortiz Júnior (PSDB), cargo que ocupou por apenas sete meses.

Atual presidente da Associação Comercial e Industrial de Taubaté (ACIT), e presidente licenciado do Sinhores (Sindicato de hotéis, restaurantes e similares) , José Saud nos conta nessa entrevista como pretende usar a criatividade para desenvolver a economia da cidade, e como pretende planejar Taubaté para os próximos 30 anos, pensando também no desenvolvimento das cidades vizinhas.

Como foi que o senhor decidiu ser pré-candidato ?

Depois de trabalhar sete meses na Prefeitura como gestor  notei  como é possível consertar os probleminhas que existem. E ali  eu vi que dava pra agilizar mais a prefeitura e fazer com que ela caminhe. Por várias vezes entramos com projetos na Prefeitura e o trâmite é muito demorado. Dá pra conseguir agilizar e conciliar isso, deixar o cidadão menos tempo lá, o funcionalismo público mais contente porque as coisas funcionam, andam.

Estou cansado de fazer pinceladas, vou e ajudo uma comunidade aqui,  outra ali, ajudo uma igreja lá, enfim ajudar como uma entidade toda e fazer com que ela se dinamize e comece a gerar emprego facilmente, porque tudo é um bloqueio atrás do outro, isso que me trouxe.

Até os meus 14 anos era arroz feijão e banana ou laranja, não nascemos em berço esplêndido,  então nós sabemos como fazer esse negócio girar, hoje nós temos seis empresas.

Na política partidária há 30 anos, como foi se tornar pré-candidato dentro do PMDB?

Quando me coloquei à disposição do partido a resposta foi : Que bom que veio ! não tive problema nenhum dentro do partido. Aliás já havia recebido convite, não só aqui em Taubaté, mas dos diretórios de São Paulo e Brasília.  Isso veio por conta desses 30 anos de PMDB, a gente começa a trabalhar de outra forma mantendo contatos e conversando com os membros do partido, hoje através das redes sociais se mantêm uma conversa interessante e mais rápida com as lideranças, e isso foi me trazendo para o meio, e nessas conversas , quando anunciei minha vontade os três diretórios concordaram e me apoiaram.

Eu não vejo muita diferença entre gerir uma campanha e gerir uma empresa. O problema é que são só seis meses, mas tem gente trabalhando do mesmo jeito, terei que gerenciar os conflitos, o financeiro, enfim tudo igual.

Eu mesmo fiz meu caixa para a campanha, não vou precisar ficar trazendo dinheiro de fora, não vou ficar amarrado com  isso, vamos nos dedicar a isso, minha família inteira se compõem no meio disso.

Foi secretário de cultura por sete meses, há quem diga que se Ortiz Jr não for candidato, você poderá ser apoiado pelo PSDB ?

Eu sou comerciante, e comerciante conversa com todo mundo de A a Z.  Faço muito isso, eu converso com a Pollyana (Gama), o (Ortiz) Júnior, com pessoal do PT, com todos os partidos. Mas não é uma conversa de:  “Nós vamos nos unir”, mas uma competição sadia mesmo. Porque é isso que está faltando em Taubaté. No comércio nós conversamos uns com os outros para crescermos juntos, então não importa que posição eu esteja. Essa é a visão que tenho,  e é isso que sei fazer. Se o (Ortiz) Júnior vai me apontar como candidato ou não, isso é uma decisão dele, não é minha. Eu estou fazendo meu trabalho devagarzinho, estou indo a cada região, a cada bairro desde o ano passado montando um plano de governo. E um plano de governo tem que sair do jeito que o cliente quer, cliente é o cidadão, o usuário do sistema, é Ele que tem que definir qual é o planejamento que deve ser feito na sua cidade.

Não dá pra tomar conta da cidade fazendo o que se quer, porque não é isso que a população quer. Por isso eu espero que com um bom plano de governo nós possamos definir bem as ações.

A entrevista na íntegra você vai acompanhar na edição de Junho da Metrópole Magazine, breve nas bancas.

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