Justiça solta dona de buffet que atropelou criança de 5 anos em Tremembé
Tribunal considerou prisão ilegal por se tratar de crime culposo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a soltura de Luana de Castro Louzada Castro, de 34 anos, proprietária de um buffet em Tremembé, no interior de São Paulo, presa após atropelar uma criança de cinco anos durante uma festa de casamento no último sábado (7).
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A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde de domingo (8). Segundo o TJ, a prisão foi considerada ilegal por se tratar de um crime culposo — quando não há intenção de matar —, situação em que a prisão preventiva não é permitida. O tribunal também destacou que não havia indícios de tentativa de fuga ou de omissão de socorro.
Ainda de acordo com a Justiça, a mulher é ré primária, possui residência fixa, exerce atividade lícita e tem filhos menores de idade, requisitos que permitem que ela responda ao processo em liberdade.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Luana afirmou que ela está “completamente abalada diante da tragédia” e que mantém contato com a família da criança para prestar o auxílio necessário.
O caso aconteceu durante uma festa de casamento em um espaço de eventos na cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a proprietária do buffet manobrava um carro quando atropelou a criança.
Uma testemunha relatou à polícia que o menino estava agachado no chão, aparentemente procurando algo, quando o veículo começou a se movimentar e acabou passando por cima dele.
A criança foi socorrida por um garçom da festa e pelos pais, que a levaram ao pronto-socorro de Tremembé utilizando o próprio carro da proprietária do buffet. Apesar do atendimento médico, a vítima não resistiu aos ferimentos.
Segundo o registro policial, após o atropelamento a mulher entrou no imóvel onde acontecia o evento e não retornou ao local do acidente. Quando a Polícia Militar chegou, ela já não estava no espaço. O marido da suspeita informou aos policiais que ela havia ido para casa.
Os agentes foram até a residência da mulher, onde ela foi localizada. À polícia, Luana disse que estava manobrando o veículo quando sentiu que havia passado por cima de algo. Ao descer do carro, percebeu que havia atropelado a criança.
Ela afirmou que entrou no local da festa para procurar o marido e que, após o ocorrido, foi para casa porque estava muito nervosa.
A mulher foi levada ao plantão policial de Taubaté, onde o caso foi registrado como homicídio culposo. A polícia também investiga a informação de que o local do atropelamento teria sido limpo antes da chegada da perícia, o que pode ter prejudicado a análise técnica do acidente.
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