Marc Wilmots sobre confronto com Argentina: “Eu sei como encará-los”

Pergunte a um torcedor belga qual é a primeira imagem que lhe vem à cabeça ao ouvir falar da Argentina, e é bem provável que ele abra um largo sorriso. Afinal, a Bélgica realizou uma das maiores façanhas da história do seu futebol na partida de abertura da Copa do Mundo da Fifa Espanha 1982 ao derrotar a Albiceleste de Diego Maradona por 1 a 0.

Escrito por: Fifa4 min de leitura
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Marc Wilmots está confiante contra a Argentina de Messi

Divulgação

Pergunte a um torcedor belga qual é a primeira imagem que lhe vem à cabeça ao ouvir falar da Argentina, e é bem provável que ele abra um largo sorriso. Afinal, a Bélgica realizou uma das maiores façanhas da história do seu futebol na partida de abertura da Copa do Mundo da Fifa Espanha 1982 ao derrotar a Albiceleste de Diego Maradona por 1 a 0.

Quatro anos mais tarde, o país imprimiu definitivamente a sua marca na festa máxima do futebol ao chegar às semifinais do México 1986, mas a inspiração do camisa 10 argentino colocou fim à aventura belga com um revés por 2 a 0. Apesar do contraste entre os dois resultados, ambos deixaram lembranças saborosas.

Eden Hazard e a maioria dos seus companheiros sequer eram nascidos há 28 anos, mas eles terão a oportunidade de manter essa associação positiva com os bicampeões mundiais neste sábado, pelas quartas de final do Brasil 2014. Para o astro do meio-campo belga, será a chance de assumir o posto daqueles heróis no imaginário coletivo nacional. “Todo mundo fala sem parar da geração de 1986, e nós adoraríamos fazer história e superar os nossos antecessores”, afirmou Hazard em entrevista à Fifa.

O ex-goleiro Jean-Marie Pfaff, um dos ídolos daquela equipe, não pede outra coisa. “A nossa geração mostrou que era possível ir longe no torneio, e cabe à atual seguir os nossos passos”, disse ele recentemente ao Fifa.com. “A nossa situação é parecida com a da Dinamarca que venceu a Euro 1992. Além disso, os jogadores da seleção de hoje têm mais talento individual e experiência no mais alto nível.”

No torneio mexicano, a Bélgica precisou suar a camisa para sobreviver à fase de grupos e enfrentar a União Soviética, um dos favoritos ao título, nas oitavas de final. O técnico Marc Wilmots, que acompanhou aquela campanha pela televisão, não esquece da capacidade de superação que uma Copa do Mundo pode gerar. “Jamais havíamos ido tão mal quanto nas três primeiras partidas”, recordou ele aos microfones da Fifa, também em entrevista recente. “Havia sido catastrófico, mas acabamos nos classificando. Nos dois jogos seguintes, a equipe se transformou sob o efeito da euforia antes de jogar contra a Argentina.”

Sem medo
No papel, a classificação da Bélgica para a segunda fase do Brasil 2014 parece ter sido mera questão de formalidade. Na prática, porém, os belgas se viram obrigados a usar todas as suas forças físicas e psicológicas para avançar aos mata-matas, exatamente como em 1986. Nas oitavas, a máquina ofensiva dos Diabos Vermelhos funcionou a todo vapor contra os EUA, embora tenha demorado a concretizar a vitória. “Foi um prazer ver os meus jogadores irem adiante criando tantas oportunidades de gol, mas não foi bom para o meu coração”, reconheceu Wilmots logo após o apito final da prorrogação em Salvador.

O coração do treinador belga corre o risco de voltar a bater forte quando Lionel Messi se apoderar da brazuca em Brasília, remetendo às sensações que Wilmots sentiu aos 17 anos, quando o dono da bola era Maradona. No entanto, o técnico teme mais a força coletiva da seleção argentina do que a genialidade do seu maior astro. “A Argentina tem valores e tradição”, explica. “Os jogadores argentinos não se entregam nunca. Em 86, o mérito foi essencialmente do Maradona. Com Ángel Di María, Gonzalo Higuaín, Sergio Agüero e Ezequiel Lavezzi, hoje são cinco que podem fazer a diferença.”

Wilmots sabe que não há crescimento sem adversidade e está contente pelo desafio que terá pela frente. O plano de ataque, em todo caso, parece estar montado. “Já tenho tudo na cabeça”, garantiu ele em coletiva de imprensa, ainda sob a emoção da sofrida classificação na Arena Fonte Nova. “Não vamos ficar vendo o Messi jogar. Eu sei como encará-los. Por outro lado, eu me pergunto como eles farão para se opor a nós. Vai ser interessante.”

No México, os belgas já estavam satisfeitos por estarem entre as quatro melhores seleções do mundo e se intimidaram com o monstro Argentina. No Brasil, os companheiros do capitão Vincent Kompany atingiram o objetivo confesso de chegar às quartas de final. Mas, ao contrário dos seus precursorBes, eles não querem se contentar em ser coadjuvantes, mesmo diante da poderosa equipe de Messi. Que os argentinos fiquem avisados: os Diabos Vermelhos não entrarão em campo simplesmente para trocar camisas ao final da partida.

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