Marun descarta ação federal na segurança do Ceará
Ministro da Secretaria de Governo afirma que Estado nordestino tem condições de cumprir sua competência constitucional após massacre em Fortaleza


Carlos Muran diz que ainda se trata de um problema de segurança pública
Reprodução/Meon
O governo federal descarta adotar uma medida emergencial na área de segurança pública no Estado do Ceará após os assassinatos em Fortaleza no fim de semana.
Para o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, o ocorrido é “lamentável”, mas ainda se trata de um problema de segurança pública. Ou seja, na esfera estadual.
O ministro avalia que Fortaleza tem condições para reagir ao caso. “O Estado do Ceará tem condições, apoiado pelo governo federal, mas não como uma ação direta nesse momento”, disse.
“Quem não tem competência, que não se estabeleça. Com todo o respeito, transferir isso para o governo federal é um absurdo”, disse, ao ser questionado sobre eventual responsabilização do governo federal no caso.
“O governo lamenta, mas entendemos que é uma questão de segurança pública. Um conflito entre gangues que permite o estabelecimento de uma barbárie como essa que aconteceu no Ceará. Lamentamos muito, mas entendemos que é uma questão de segurança pública”, disse o ministro.
Marun explicou que a União age e participa das ações quando há “descontrole”. “E nós não entendemos, nesse momento, que isso esteja acontecendo no Estado do Ceará”, disse. “Não entendemos que seja o caso de uma ação direta porque senão a cada momento que acontece um crime bárbaro chama o Exército, chama a Marinha, chama a Aeronáutica”, completou.
O ministro aproveitou para elogiar o trabalho de investigação que tem sido feito pela polícia cearense. “É um crime a ser combatido no nível estadual que tem agido bem e já identificou os autores da execução. Eles têm respondido à altura da tragédia que aconteceu”, disse.
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