Mas afinal, o que é um salto?
Costumamos admirar mulheres que conquistaram espaço, superaram dificuldades ou reinventaram suas vidas. Observamos suas realizações e, muitas vezes, pensamos que elas possuem algo que nos falta: mais coragem, mais talento, mais oportunidades. No entanto, quando escutamos suas histórias com atenção, percebemos algo diferente. A transformação raramente começa pela confiança. Ela começa pela inquietação. A empreendedora […]

Costumamos admirar mulheres que conquistaram espaço, superaram dificuldades ou reinventaram suas vidas. Observamos suas realizações e, muitas vezes, pensamos que elas possuem algo que nos falta: mais coragem, mais talento, mais oportunidades.
No entanto, quando escutamos suas histórias com atenção, percebemos algo diferente. A transformação raramente começa pela confiança. Ela começa pela inquietação.
A empreendedora não sabia se daria certo. A mulher que voltou a estudar tinha medo de fracassar. A que encerrou um relacionamento doloroso não tinha garantias sobre o futuro. A que mudou de carreira não sabia exatamente para onde estava indo.
O que as une não é a ausência de medo. É a decisão de não permitir que o medo tenha a última palavra.
Na Psicologia Analítica, Carl Jung nos lembra que o desenvolvimento humano acontece quando aceitamos o convite para nos tornarmos quem somos. Esse processo, que ele chamou de individuação, exige que deixemos para trás versões antigas de nós mesmos para dar espaço ao novo.
E talvez seja justamente isso que chamamos de salto: o momento em que a vida nos pede coragem para abandonar o conhecido e caminhar em direção ao que ainda não sabemos ser.

Além do Salto
Pricila de Fátima Alves é psicanalista, educadora e especialista em desenvolvimento humano. Atua na formação de profissionais da educação e no desenvolvimento de metodologias voltadas à aprendizagem, cognição e desenvolvimento integral. Atualmente, coordena projetos pedagógicos na área de Neuroeduca…
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