A Pandemia do novo coronavírus e as políticas públicas

Artigo sobre as medidas que vem sendo tomadas em Taubaté e o que poderia ser feito diferente

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Arquivo Pessoal
Marcos Fenerich é empresário e pré-candidato à Prefeitura de Taubaté pelo partido Podemos (Arquivo Pessoal)

Minha principal preocupação independente de ser pré-candidato é com a preservação de vidas.

Com angústia, me coloco no lugar de alguém que perdeu um ente querido, um parente que não terá mais próximo. Vejo vários números, tantos contaminados, mortos, tais números se tornando normais ao nosso dia a dia. Pois para mim, não, mesmo que fosse apenas uma vida, que dela advém uma família. Não pode ser normal.

Se eu pudesse fazer diferente, me sentiria na obrigação de fazer mais que copiar um decreto superior. Há diversas situações na cidade de Taubaté, que podemos dizer anteriores a Pandemia, que refletirão agora. Temos um sistema de saúde que não funciona, com falha na entrega de medicamentos, péssimo atendimento nas unidades de saúde, atraso no pagamento de médicos e enfermeiros, falta de estrutura, falta de EPI aos profissionais, atrasos em exames e consultas, atraso na inauguração do AME e do Lucy Montoro que poderiam auxiliar e muito na cidade.

Nesse sentido, eu aplicaria gestão e modernização de todo sistema, resolvendo esses problemas e treinando os profissionais para humanizarem o atendimento, com certeza, amenizando qualquer situação de risco.

Quando houvesse uma situação como uma crise, trataríamos com a devida atenção e muito profissionalismo. Imediatamente iríamos buscar uma estrutura rápida de novos leitos, inclusive com auxílio do Exército que está em nossa cidade.

Pediríamos aos veículos de comunicação, já que alguns recebem um bom dinheiro da prefeitura, que efetuassem uma campanha maciça, gratuita, para instruir as pessoas. Faríamos sim a quarentena, repetindo, iríamos antes de tudo preservar vidas. Mas também, iríamos trabalhar mais, editando um decreto para suspender toda cobrança de impostos municipais até que tudo voltasse à normalidade, pediríamos a UNITAU, que suspendesse o pagamento das mensalidades escolares ou sua diminuição. E que a UNITAU, através dos seus brilhantes Mestres e alunos, ajudasse tanto no combate como na estratégia de retomada da cidade pós-pandemia.

Através de toda tecnologia possível, iríamos fazer a cidade funcionar o mais breve, sempre com o princípio da preservação de vidas. Como, por exemplo, a utilização das empresas de telefonia com tecnologia de geolocalização, para identificar aglomerações. Utilizaríamos medidores de temperatura em locais estratégicos, além de álcool gel, pias públicas para a higiene das mãos em locais como, rodoviárias e pontos finais, reforçando as regras sanitárias para que pudéssemos voltar a “funcionar” o mais rapidamente.

Faríamos com que ACIT não fosse omissa e junto com Fiesp promovesse reuniões para que não houvessem demissões e, como Prefeito, faria um plano de motivação empresarial para manter o emprego da cidade.

Uma das críticas mais severas que tenho é a cidade manter há décadas a dependência de sua economia às empresas fabricantes de automóveis. Sabemos que essas empresas bem como as empresas aéreas serão as mais afetadas nesse momento. Já teria implementado um crescimento forte e sustentável em outros ramos de atividades, trazendo os principais players mundiais de tecnologia para nossa cidade.

Em suma, temos que mudar a chave, pode infelizmente a pandemia, ser o choque que precisamos para entender que nossa cidade precisa de gestão. Precisa de mais de 16 de horas de trabalho diário, menos política e mais trabalho. Menos falácias e mais mão na massa.

Precisamos valorizar e humanizar nosso funcionário público. Tratar bem nossa população dando dignidade, emprego e renda. É o trabalho à nossa população que move minha candidatura.

*Marcos Fenerich é empresário e pré-candidato à Prefeitura de Taubaté pelo partido Podemos

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