Bolsas europeias fecham em baixa por temores com renegociação da dívida grega

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira, 06, influenciadas por temores de que as negociações da dívida grega serão mais difíceis do que pareciam no começo da semana. Os mercados ainda digerem o anúncio feito pelo Banco Central Europeu, na quarta-feira, de que iria deixar de aceitar papéis da dívida grega, classificados como…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira, 06, influenciadas por temores de que as negociações da dívida grega serão mais difíceis do que pareciam no começo da semana.

Os mercados ainda digerem o anúncio feito pelo Banco Central Europeu, na quarta-feira, de que iria deixar de aceitar papéis da dívida grega, classificados como grau especulativo, como garantia para empréstimos a bancos. O BCE alegou não poder mais assegurar que a revisão do programa feita periodicamente pelo FMI, Comissão Europeia e o próprio BCE será bem sucedida. Já o ministro da Economia grega, Yanis Varoufakis, reiterou hoje que não quer continuar com o acordo atual. Na próxima quarta-feira, ministros de Economia da zona do euro devem se encontrar para discutir a situação grega.

Os investidores também aguardavam notícias de Moscou, onde a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande, e o líder russo, Vladimir Putin, tentavam negociar um cessar-fogo para o conflito do leste da Ucrânia, cuja violência escalou nas últimas semanas. Ontem, Merkel e Hollande também se encontraram com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko.

Em meio ao clima de pessimismo, a divulgação dos dados do relatório de emprego (conhecido como payroll) dos Estados Unidos deu algum ânimo para os mercados europeus. De acordo com o Departamento do Trabalho, foram criadas 257 mil vagas em janeiro, número maior que a previsão dos analistas, que era de 237 mil. Os dados de dezembro e novembro também foram revisados, em 147 mil vagas adicionais.

O bom indicador dos EUA, entretanto, não foi suficiente para tirar a maioria das bolsas do território negativo. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em baixa de 0,54%, aos 10.846,39 pontos, com destaque negativo para as ações da Siemens, que caíram 0,83% depois que a empresa afirmou que iria cortar 7 mil postos de trabalho ao redor do mundo. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,26%, influenciado pelas ações da Legrand, que tiveram queda de 2,77%, e da Total, que caiu 0,83%.

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,18%, aos 6.853,44 pontos, e em Milão, o índice FTSE-Mib recuou 0,28%, aos 20.760,74 pontos. Em Madri, o índice IbEX-35 subiu 0,36%, aos 10.573,10 pontos, e o índice PSI-20, da bolsa de Lisboa, terminou o dia com queda de 0,17%, aos 5.264,63 pontos.

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