Bovespa realiza e fecha em queda de 1,01%
A Bovespa teve dois momentos bem marcantes neste pregão de terça-feira, 08. Impulsionada por fluxo de compra, sobretudo de estrangeiros, abriu com alta firme e chegou a operar acima de 53 mil pontos, antes de completar uma hora de pregão. Mas depois engatou uma realização de lucros que a levou de volta aos 51 mil pontos no fechamento. O…

A Bovespa teve dois momentos bem marcantes neste pregão de terça-feira, 08. Impulsionada por fluxo de compra, sobretudo de estrangeiros, abriu com alta firme e chegou a operar acima de 53 mil pontos, antes de completar uma hora de pregão. Mas depois engatou uma realização de lucros que a levou de volta aos 51 mil pontos no fechamento.
O Ibovespa fechou em baixa de 1,01%, aos 51.629,07 pontos. Na mínima, registrou 51.377 pontos (-1,49%) e, na máxima, 53.394 pontos (+2,37%). No mês, acumula ganho de 2,41% e, no ano, de 0,24%. O giro financeiro foi bastante alto hoje e, embora tenha fechado longe da projeção vista na hora do almoço, de R$ 14,7 bilhões, alcançou R$ 10,463 bilhões, o maior desde 15 de agosto do ano passado (R$ 10,484 bilhões), excetuando-se pregões com vencimentos ou operações excepcionais.
“A Bolsa subiu muito rápido, fez um estouro e depois caiu”, avaliou um operador mais cedo. Segundo ele, houve uma continuidade à forte alta da véspera motivada pelo volumoso ingresso de recursos de estrangeiros. A alta forte acabou fazendo com que muito investidor vendido zerasse suas posições, reforçando a trajetória positiva. Mas ela não se sustentou porque deu início a um movimento de realização de lucros que coincidiu com declarações dadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em conversa com blogueiros, ele disse que seu período de silêncio havia acabado e afirmou que não é candidato à presidência. Defendeu a presidente Dilma e significou, para o mercado, o pior cenário: ele não será o substituto de Dilma no pleito de outubro e, para ajudar, ela ganhou um forte cabo eleitoral, que pode realimentar as pesquisas de intenção de voto a seu favor.
Assim, os papéis das estatais, tiveram uma realização mais forte: Petrobras ON recuou 2,84%, PN, -2,86%, BB ON, -2,85%, Eletrobras ON, -1,35%, e PNB, -1,34%.
Vale operou mais firme do que Petrobras, ajudada pela alta do preço do minério de ferro, de 0,9%, para US$ 118,2 a tonelada na China, e em meio a notícias de que o governo chinês poderá adotar mais medidas de estímulo para a economia. Vale ON caiu 0,24% e a PNA subiu 0,10%.
Nos EUA, as bolsas terminaram em alta, recuperando-se de dois dias seguidos de baixas. O Dow Jones subiu 0,06%, aos 16.256,14 pontos, o S&P avançou 0,38%, aos 1.851,96 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 0,81%, aos 4.112,99 pontos.
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