Manifestação de trabalhadores paralisa obras do Comperj

As obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foram paralisadas nesta quarta-feira, 02, após nova manifestação de trabalhadores de empresas terceirizadas da Petrobras. Cerca de 20 ex-funcionários das empresas Fidens e Jaraguá, que possuíam contratos com a estatal para obras do complexo, fecharam o acesso à planta em protesto…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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As obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foram paralisadas nesta quarta-feira, 02, após nova manifestação de trabalhadores de empresas terceirizadas da Petrobras. Cerca de 20 ex-funcionários das empresas Fidens e Jaraguá, que possuíam contratos com a estatal para obras do complexo, fecharam o acesso à planta em protesto contra o não pagamento de salários atrasados e indenizações trabalhistas. Com o fechamento, o expediente foi suspenso na obra.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Construção Civil e Pesada (Sinticom) de São Gonçalo e Itaboraí, no norte fluminense, a paralisação aconteceu por volta das 6h, quando o grupo bloqueou as vias de acesso. Os ônibus de trabalhadores que se dirigiam para a obra foram impedidos de entrar e aguardaram no acostamento até que as empresas decidiram suspender o dia de trabalho.

No início da tarde, uma reunião entre os manifestantes e representantes do sindicato terminou sem acordo. As empresas não compareceram. “Os trabalhadores buscavam sensibilizar a Petrobras sobre a situação dessas empresas que perderam contratos e demitiram sem pagar os funcionários”, afirmou Marco Aurélio, diretor do Sindicato.

As empresas tiveram os contratos cancelados pela Petrobras em maio após desentendimentos quanto ao cumprimento dos termos e pagamento das obras. Ambas são citadas na investigação da operação Lava Jato, da Polícia Federal, e teriam contratos superfaturados intermediados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa.

Na última semana, a Jaraguá entrou com pedido de recuperação judicial em função do rompimento de diversos contratos com a estatal. No total, a empresa de montagem de equipamentos possuía mais de 37 contratos ativos com a estatal. A Fidens também tem contratos questionados em outras obras, como a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco.

A empresa alega que não tem recebido repasses da Petrobras pelos contratos já realizados. A empresa nega que esteja em débito e também rompeu contratos com a construtora. A estatal é questionada judicialmente por sindicatos, empresas e trabalhadores para assumir as dívidas trabalhistas das empresas terceirizadas. O montante questionado já chega a R$ 120 milhões, segundo levantamento no Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e de Pernambuco.

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