Os primeiros dias da maternidade: quando o amor chega acompanhado de desafios

Os primeiros dias após o nascimento podem ser intensos

Escrito por: Luana Aparecida Vieira Menezes Santana2 min de leitura
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O bebê nasceu.
A tão esperada chegada finalmente aconteceu.

Mas, enquanto todos olham para aquele pequeno bebê, existe uma mulher que também acabou de nascer para uma nova versão de si mesma.

Os primeiros dias após o nascimento podem ser intensos. Há sono acumulado, mudanças hormonais, dor, insegurança, dúvidas e uma rotina completamente diferente daquela que existia antes.

É preciso aprender a reconhecer o choro, entender os sinais do bebê, lidar com o banho, as trocas, o sono, o colo… e, muitas vezes, aprender a amamentar.

E amamentar pode trazer desafios que nem sempre são mostrados.

Pode haver dificuldade na pega, dor, fissuras, ingurgitamento, dúvidas sobre a quantidade de leite e medo de que o bebê não esteja mamando o suficiente.

E então começam os palpites:

“Seu leite é fraco.”
“Esse bebê está com fome.”
“Dá uma mamadeira para ele dormir.”
“Você precisa descansar, deixa o bebê comigo.”

Algumas dessas frases podem parecer uma tentativa de ajudar, mas, para uma mãe insegura e cansada, podem aumentar ainda mais a ansiedade.

É justamente nesse momento que a rede de apoio se torna tão importante.

Uma mãe no puerpério não precisa apenas de alguém que segure o bebê.

Ela precisa de alguém que cuide dela.

Que prepare uma refeição.
Que permita que ela tome um banho com tranquilidade.
Que respeite suas escolhas.
Que não transforme cada dificuldade em culpa.
Que incentive a busca por ajuda profissional quando necessário.

Porque maternidade não deveria ser um exercício de sobrevivência.

Precisamos falar mais sobre os primeiros dias como eles realmente são: intensos, transformadores, cansativos e cheios de aprendizados.

Não existe mãe perfeita. Existe uma mulher aprendendo, todos os dias, a cuidar de alguém enquanto também tenta descobrir como cuidar de si mesma.

Por isso, antes de perguntar:

“O bebê está bem?”

Talvez também seja importante perguntar:

“E você, mãe, como está?”

Porque cuidar do bebê também começa por cuidar de quem está cuidando dele.

A maternidade precisa de informação, acolhimento e, principalmente, rede de apoio.

Luana Aparecida Vieira Menezes Santana
Luana Aparecida Vieira Menezes Santana

Enfermeira

Enfermeira pós graduada em enfermagem obstétrica e saúde da mulher e Especialista em amamentação / laser terapia / Tapping

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