Bailarina troca São José por Ubatuba pelo sonho de ensinar dança

Após abrir escola no litoral, meta é incentivar dançarinos de baixa renda

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Academia já conta com 30 bolsistas

Divulgação

A ideia era simples: mudar-se de São José dos Campos para Ubatuba, passar os dias escrevendo um blog sobre surf e usufruindo, entre uma postagem e outra, da harmoniosa vida à beira-mar. Mas o roteiro de sonhos, colocado em prática em 2015 pela dançarina e publicitária Brisa Diamante, não contava com uma correnteza indomável chamada arte.

A necessidade do fazer artístico — que nas veias de Brisa pulsa em forma de dança — fez com que a dançarina se unisse à paulistana Saloy Furtado para inaugurar, em agosto do ano passado, a Experimental de Dança. O espaço, que oferece aulas de ballet clássico, jazz, street dance, também tem um compromisso com o acesso às artes para alunos de baixa renda.

Cerca de seis meses depois de sua inauguração, a escola conta com 30 bolsistas, que não pagam nada para frequentar as aulas. O número deve crescer a partir de abril, quando as dançarinas iniciarão um projeto social com objetivo de levar a dança para a faixa mais pobre da população de Ubatuba.

“O que acontece hoje é que, apesar de darmos a bolsa para os alunos, muitas vezes falta dinheiro para pegar o ônibus e vir às aulas. Para participar das competições com a escola então, fica ainda mais difícil. Então, nossa ideia é oferecer um pacote que possibilite esse estudante a desenvolver melhor o seu potencial artístico”, explica Brisa.

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Publicitária dança desde a infância

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Ainda sem nome definido, o projeto tem previsão de lançamento para o dia 29 de abril, quando é comemorado o Dia Internacional da Dança. Para isso, a dupla de empresárias espera contar com o apoio da iniciativa privada.

“Estamos indo atrás dos contatos de empresas que já tínhamos antes de vir para Ubatuba. Acreditamos muito nesta oportunidade de colocar as crianças de famílias de baixa renda em contato com a dança. O objetivo não é só de formar bons bailarinos, mas também pessoas com valores como disciplina, foco e determinação”, afirma.

Critérios
A participação no projeto dependerá de alguns critérios, como a comprovação de renda e a aprovação em um processo seletivo baseado nos talentos de cada um. Mesmo contando com uma peneira para a seleção dos alunos, Brisa garante que o critério não será assim tão rigoroso.

“Não posso tirar o sonho de um aluno só porque o peito do pé não ficou completamente alinhado. Aqui a gente quer desenvolver talentos que podem não ser necessariamente utilizados para a dança. Esse projeto pode ser a porta para que alunos despertem como coreógrafos, produtores ou diretores artísticos”, conclui.

Mais informações sobre as bolsas podem ser encontradas na página da escola no Facebook.

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