‘Pacotão nerd’ tem horas de fila e quebra de cofrinho para ver os ídolos

Segundo dia de Comic Con Experience colocou à prova a devoção dos fãs

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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O nerd é antes de tudo um forte. Feira lotada, calor de dois sóis de Tatooine esquentando a moleira, horas (muitas horas) de fila, fome, cansaço. Nada disso é suficiente para frear o ímpeto de um fã a caminho do encontro com o seu ídolo. Nesta sexta-feira (4), segundo dia de Comic Com Experience, a devoção da nerdaiada começou a ser colocada à prova durante o evento de cultura pop.

Foi preciso muita paciência para conseguir um autógrafo dos artistas prediletos ou um lugar no concorridíssimo auditório Cinemark, onde aconteceram painéis que reuniram celebridades e apresentaram as novidades de alguns dos maiores estúdios do mundo.

Lenda dos quadrinhos, o norte-americano Frank Miller, é a figura mais cultuada desta edição. O painel em sua homenagem, que aconteceu durante a tarde, foi uma verdadeira catarse tanto no lado de dentro quanto do lado de fora do auditório, onde centenas de fãs espremiam-se para acompanhar tudo no telão.  Enquanto uns aplaudiam, outros choravam copiosamente ao ver os relatos emocionados dos leitores que conseguiram dirigir perguntas ao criador de 300, Batman: o Cavaleiro das Trevas e Sin City.

“Foram cinco horas de fila. Nem acredito que consegui entrar. Hoje posso dizer: vi a lenda que me transformou em um devorador de quadrinhos. Não tem palavras, cara”, explica (ou tenta explicar), o paulistano Marco Antônio Pugliese.

Orkut
Como nem só de Frank Miller vive a Comic Com, outra atração da pesada desta édiçãoé a presença da atriz Evangeline Lilly (Lost, O Hobbit e Homem-Formiga). Nesta sexta a estrela de Hollywood posou para fotos e distribuiu autógrafos para seu primeiro livro, Os Molambolengos. A presença de Lilly mobilizou um grupo de fãs que, desde de a era Orkut, segue os passos da artista.

O Orkut acabou, Lost acabou, mas o grupo montado só por mulheres mantem-se firme na cola de Lilly. Com um membro de cada canto do país (tem gente de São Paulo, Poços de Caldas e até de Manaus), as Jaters, como se intitulam, decidiram realizar sua reunião anual durante a feira para praticar a livre tietagem.

“Ela foi muito fofa com todo mundo. Tirou fotos, deu autógrafos nos livros, gravou um vídeo. Não dá para descrever”, conta a eufórica Elídia Ferreira que, assim como o resto das integrantes do grupo, vestia uma camiseta customizada, que trazia a foto da atriz em destaque.

Quanto vale a foto?
Se Lilly atendeu gratuitamente aos fãs, o mesmo não se pode dizer de outras atrações da feira. Explorar a admiração dos espectadores é um negócio lucrativo em eventos como este. O ator Jhon Rhys-David (o Gimly de Senhor dos Anéis), cobrou R$ 125 por cada foto, mais o mesmo valor por cada autógrafo aos fãs.

Valor modesto perto do que outros figurões cobraram. Tirar uma foto e descolar autógrafo do ex-vocalista do My Chemical Romance, Gerar Way, não sai por menos de R$ 400. Já o ator da série Supernatural, Misha Collins faz fotos pela ninharia de R$ 370 e autografa por mais R$ 250.

O leque da atriz Anna Popplewell é mais extenso. No menu, as fotos saem por R$ 220, o autógrafo, R$ 140, participar de um painel exclusivo sai por R$ 180 e, por último mas não menos oneroso, o Meet & Greet (espécie de encontro com fãs selecionados) fica por R$ 360.

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