Anima Mundi será realizado, prioritariamente, na Cinemateca Brasileira
Pela primeira vez na sua história, o Anima Mundi não terá, em São Paulo, uma versão reduzida daquela exibida no Rio de Janeiro. Com a mesma dimensão, festival dedicado à animação, do cinema à publicidade, estreia na capital paulista nesta sexta-feira, 17, com os mesmos grandes destaques que estrelaram a versão fluminense. Grande parte da…

Pela primeira vez na sua história, o Anima Mundi não terá, em São Paulo, uma versão reduzida daquela exibida no Rio de Janeiro. Com a mesma dimensão, festival dedicado à animação, do cinema à publicidade, estreia na capital paulista nesta sexta-feira, 17, com os mesmos grandes destaques que estrelaram a versão fluminense. Grande parte da programação será hospedada na Cinemateca Brasileira, mas o Caixa Belas Artes também abrigará algumas sessões em suas salas.
Com ênfase no cinema pop de O Pequeno Príncipe, passando pelo humor e o stop-motion de Shaun, o Carneiro, até chegar a longas experimentais, como é o caso de Rocks in My Pockets, centrado em casos de depressão em quatro mulheres da mesma família.
É a celebração da animação brasileira também. O gênero foi o único a crescer no cenário nacional, segundo dados da Ancine (Agência Nacional de Cinema). Documentários e ficção, por exemplo, mostraram em 2014 números inferiores aos do ano anterior. O único a mostrar crescimento foi justamente o das animações: de duas em 2013 para quatro no último ano – maior quantidade nos últimos 20 anos, segundo a Ancine.
Foram, no total, 1,6 mil inscrições para se participar desta 23ª edição do Anima Mundi. Destes, 450 passaram pelo crivo e foram selecionadas para a exibição, entre longas, curtas e peças publicitárias. O Brasil lidera o ranking com 108 obras selecionadas, seguido por França, EUA, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Dinamarca.
O País tem alguns destaques na programação que será exibida neste ano, o longa-metragem Nautilus – A Primeira Aventura de Colombo, de Rodrigo Gava, teve a sua primeira exibição a público no Rio de Janeiro, dentro do festival. Dentro dos curtas, vale prestar atenção em Até a China, escrito e dirigido pelo carioca Marão, um destaque do festival Cine PE em 2015 e explora, com doses cavalares de humor, as diferenças socioculturais entre o Brasil e o populoso país asiático.
A programação do festival, mesmo que não seja integralmente gratuita, tem boas opções de eventos sem custo, desde oficinas a exibições ao ar livre de longas como Planeta Selvagem, As Bicicletas de Belleville e O Rei e o Pássaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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