Confederações terão R$ 131 milhões da Lei Agnelo/Piva no ano olímpico
As 29 federações brasileiras de modalidades olímpicas terão R$ 131 milhões à disposição em repasses da Lei Agnelo/Piva em 2016, ano dos Jogos do Rio. O montante é 11% maior do disponibilizado em 2015, num crescimento desacelerado em relação ao incremento de 17% de 2014 para este ano. A Lei Agnelo/Piva destina 1,7% do prêmio pago aos…

As 29 federações brasileiras de modalidades olímpicas terão R$ 131 milhões à disposição em repasses da Lei Agnelo/Piva em 2016, ano dos Jogos do Rio. O montante é 11% maior do disponibilizado em 2015, num crescimento desacelerado em relação ao incremento de 17% de 2014 para este ano.
A Lei Agnelo/Piva destina 1,7% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao Comitê Olímpico do Brasil (85%) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%). Nesta sexta-feira, o COB explicou que projeta as receitas de 2015 em R$ 220 milhões e que vai distribuir R$ 131 mi às 29 confederações olímpicas – só a de futebol fica de fora.
Como vem acontecendo nos últimos anos, a diferença entre as confederações que recebem o piso para as que ficam com o teto dos repasses diminuiu, de forma que pela primeira vez ela é menor do que 100%.
Após terem os valores congelados no ano passado, atletismo, desportos aquáticos, judô, vela e vôlei tiveram incremento de mais de R$ 600 mil e receberão R$ 4,5 milhões cada. Basquete, ginástica, handebol e hipismo tiveram o mesmo aumento e ganharão R$ 4,3 milhões. Todas essas modalidades têm patrocinadores estatais.
As confederações de boxe, canoagem, ciclismo e tênis de mesa, que receberam R$ 2,9 milhões em 2014 agora terão R$ 3,8 mi à disposição pela Lei Agnelo/Piva. Destas, só o tênis de mesa não tinha patrocínio estatal, mas agora a confederação é apoiada pela CAIXA.
Em patamar intermediário estão triatlo (R$ 3,7 mi), tiro esportivo (R$ 3,4 mi), remo e tênis (R$ 3,3 mi), lutas (R$ 2,7 mi), pentatlo moderno (R$ 2,6 mi) e badminton (R$ 2,4), todas ganhando entre R$ 400 e R$ 600 mil a mais do que no ano anterior. O ranking de repasses é o mesmo há alguns anos.
Em um último nível entre as modalidades de verão estão esgrima, golfe, hóquei sobre a grama, levantamento de peso, rúgbi, tae kwon do e tiro com arco. Estas receberão R$ 2,3 milhões. As confederações de desportos na neve e no gelo terão R$ 2,2 mi, um incremento de R$ 500 mil explicado pelo fato de 2016 ser ano de Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno.
Outros R$ 32 milhões serão aplicados pelo COB “em projetos alinhados ao planejamento estratégico de preparação de atletas e equipes para os Jogos Olímpicos do Rio-2016”, como explicou o COB. A entidade administrará diretamente R$ 56 milhões, incluindo os gastos com a missão brasileira no Rio-2016. Esse valor tem se mantido quase estável. Em 2015, o COB administrou R$ 54 milhões. Um ano anos, R$ 52 milhões.
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