Por dentro da trilha sonora da caixa mágica do cinema

Star Wars (foto), filme dono da trilha sonora mais marcante do cinema Divulgação Tan tan tan taaaaaan tan, tan tan tan taaaaan tan… Sem nexo, não parece? Mas some ao início de texto maluco a cena de naves cortando o espaço, jedis empunhando seus sabres de luz e, tcharaaaam. Se no texto escrito até a […]

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Star Wars (foto), filme dono da trilha sonora mais marcante do cinema

Divulgação

Tan tan tan taaaaaan tan, tan tan tan taaaaan tan… Sem nexo, não parece? Mas some ao início de texto maluco a cena de naves cortando o espaço, jedis empunhando seus sabres de luz e, tcharaaaam.

Se no texto escrito até a reprodução do trecho do tema de Star Wars, criado por John Williams (trilha mais famosa da história do cinema) soa quase como uma missão impossível de se compreender, nos filmes acontece justamente o oposto. Charlie Chaplin já dizia: o som significa 51% da realização de uma película.

E é justamente sobre a importância das técnicas sonoras na 7ª arte que se trata a oficina “O Som em Cena”, que começa nesta quarta (26) e segue até sexta-feira (28) no Sesc São José dos Campos. Compositor de mais de 40 trilhas sonoras na carreira, Beto Strada é quem ministra o curso.

Entre várias referências cinematográficas, uma promessa: “há mais de 20 anos ministro este curso e o que eu mais ouvi dos alunos é que eles nunca mais viram um filme do mesmo jeito”, explica.

Isso porque, durante os três dias de oficina, o experiente profissional do cinema esmiúça cada riscar de fósforo, abertura de maçaneta ou tilintar de taça. Nada passa despercebido pelos ouvidos atentos do mestre.

“Envolvidos pela trama, os espectadores quase não percebem a música como um fio condutor da história. A música faz comentários durante o filme, às vezes são psicológicos, outras vezes de deboche. Quando nos damos conta dessa relação, conseguimos entender melhor a obra”, explica.

Túnel do tempo
Quem conhece um pouco do processo de produção de um filme sabe que, a cada passo que ouvimos, há o trabalho de um profissional especializado em colocar ali o ruído correspondente à cena. O que pouco se sabe, entretanto, é que nessa técnica, que leva o nome de Foley – homenagem a Jack Foley, criador da sonoplastia no cinema—, remete aos primórdios do cinema.

Na época em que se amarrava cachorro com linguiça também usava-se duas metades de coco seco para reproduzir a cavalgada de um cavalo. E, acredite, ainda é assim que acontece.

“Claro, hoje existe um banco de ruídos ao qual a gente pode recorrer. Mas a captação por instrumentos continua sendo feita. Do mesmo jeitinho que se fazia no início”, explica.

“O som em cena: oficinas cinematográficas com sessão de foley”

Quando: 26, 27 e 28 de agosto

Onde: Sesc São José dos Campos

Quanto: R$ 5 a R$ 17

Horário: 18h

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