Queniano ganha o ouro no dardo com a 3ª melhor marca da história
Está definitivamente encerrado o tempo em que o Quênia tinha os melhor atletas do mundo apenas nas provas de fundo e meio-fundo. No Mundial de Pequim, os africanos estão se mostrando a principal potência do atletismo como um todo. Nesta quarta-feira, Julius Yego venceu o lançamento do dardo com impressionantes 92,72m, terceira melhor marca de…

Está definitivamente encerrado o tempo em que o Quênia tinha os melhor atletas do mundo apenas nas provas de fundo e meio-fundo. No Mundial de Pequim, os africanos estão se mostrando a principal potência do atletismo como um todo. Nesta quarta-feira, Julius Yego venceu o lançamento do dardo com impressionantes 92,72m, terceira melhor marca de todos os tempos nesta prova.
O recorde mundial (98,48m), do checo Jan Zelezny, dura desde 1996 e parece insuperável. Com o resultado desta quarta, Yego se torna o segundo melhor entre os ‘mortais’ no dardo, atrás apenas do finlandês Aki Parviainen, que lançou 93,09m, em 1999. Na história, só outros dois atletas chegaram à casa dos 92 metros.
A temporada de Yego surpreende porque, até o ano passado, ele tinha 85,40m como melhor marca da carreira. Foi o 16.º do ranking mundial de 2014 e já é o terceiro da história em 2015. Uma evolução que só tem comparação com a do também queniano Nicholas Bett, que foi 25.º do mundo nos 400m com barreiras no ano passado e agora é o campeão mundial numa prova que o Quênia nunca teve tradição.
Esse novo cenário é refletido no ranking mundial. O Quênia, que ganhou 12 medalhas no Mundial de 2013, em Moscou, já tem 11 em Pequim. Com seis de ouro, três de prata e duas de bronze, lidera o quadro de medalhas com sobras. Mas também veio do Quênia os dois primeiros casos de doping da competição, de atletas dos 400m rasos e 400m com barreiras.
Nesta quarta, o país africano ganhou também nos 3.000m com obstáculos, prova na qual tem enorme tradição. A nova campeã mundial é Hyvin Kiyeng Jepkemoi, de 23 anos. No pódio em Pequim, a queniana teve a companhia da tunisiana Habiba Ghribi e da alemã Gesa Felicitas Krause.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
