Torneio de clubes da Liga Sul-Minas-Rio usará parte da estrutura da CBF
Confirmada para o primeiro semestre do próximo ano, a competição entre clubes da Liga Sul-Minas-Rio ainda não tem as suas cinco datas definidas, mas já se sabe que ela não será tão independente da CBF como chegou a ser cogitado há poucos meses. Uma reunião realizada nesta quinta-feira definiu que a arbitragem será do quadro da CBF e as questões…

Confirmada para o primeiro semestre do próximo ano, a competição entre clubes da Liga Sul-Minas-Rio ainda não tem as suas cinco datas definidas, mas já se sabe que ela não será tão independente da CBF como chegou a ser cogitado há poucos meses. Uma reunião realizada nesta quinta-feira definiu que a arbitragem será do quadro da CBF e as questões disciplinares serão resolvidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), órgão mantido pela entidade. A novidade é que a liga decidiu atender à reivindicação dos árbitros e irá pagar a eles 0,5% dos direitos de transmissão.
O encontro durou cerca de quatro horas e contou com representantes da liga e diretores da CBF. O caráter do encontro foi estritamente técnico. “Foi praticamente um consenso de que será uma competição com a característica organizacional feita pela própria CBF, como é feito no Nordeste – as tarefas do tribunal de justiça e a arbitragem -, e o acerto de que não haverá nenhum conflito com o calendário nacional que já foi divulgado e também com as competições estaduais”, comentou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Nos preocupamos muito para que haja uma estabilidade em todo o sistema”.
Apesar disso, o CEO da liga, Alexandre Kalil, descartou qualquer possibilidade de a CBF ter direito a qualquer porcentual da receita que o novo torneio vier a gerar. “Não, não, não. Nós é que vamos vir aqui buscar (dinheiro). Se precisar, nós vamos é tomar da CBF. Eles não estão precisando, nós é que estamos precisando”, afirmou.
Vista pelos clubes integrantes da liga como uma nova e importante fonte de renda, a competição encontra resistência da maioria das federações estaduais – a Federação de Futebol do Rio (Ferj) chegou a encaminhar uma nota de repúdio à CBF demonstrando insatisfação com o novo torneio. O temor é que a disputa esvazie ainda mais os Estaduais.
Sobre isso, Feldman disse que caberá aos clubes tentar apaziguar os ânimos. “Nós já pedimos isso na outra reunião (realizada na semana passada) e reiteramos agora para que o presidente Kalil e toda a sua diretoria faça o contato preliminar com as federações. É fundamental que isso aconteça com todas elas”, destacou o secretário-geral.
A previsão é de que a tabela da competição seja divulgada até terça-feira. Certo, porém, é que terá cinco datas, será disputada no primeiro semestre e contará com 12 clubes. Por ser de tiro curto, o torneio deverá ser disputado com três grupos de quatro participantes. O primeiro de cada grupo, mais o melhor segundo, avançam à semifinal. Ela será disputada em jogo único, assim como a decisão.
Segundo Kalil, ainda não foram definidas quais emissoras de televisão irão transmitir a competição, mas ele garante que já há concorrência. “Duas TVs abertas nos procuraram, TVs fechadas procuraram, a internet já fez proposta, a internet internacional já fez proposta real. Estamos trabalhando. Estou satisfeito, orgulhoso e motivado”, afirmou o executivo.
A novidade da verba de televisão é que ela será estendida aos árbitros. “Nós queremos colocar agora a reivindicação deles, de 0,5% do direito de televisão”, confirmou Kalil.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
