Zenit nega racismo de torcida contra Malcom e cita ‘pequeno grupo de indivíduos’
A direção do Zenit, de São Petersburgo, negou nesta segunda-feira que sua torcida teve uma atitude racista contra o atacante brasileiro Malcom durante a partida contra o Krasnodar, no último sábado, pelo Campeonato Russo. O ex-corintiano foi contratado por 40 milhões de euros (R$ 172,8 milhões) junto ao Barcelona. Segundo comunicado do clube…

A direção do Zenit, de São Petersburgo, negou nesta segunda-feira que sua torcida teve uma atitude racista contra o atacante brasileiro Malcom durante a partida contra o Krasnodar, no último sábado, pelo Campeonato Russo. O ex-corintiano foi contratado por 40 milhões de euros (R$ 172,8 milhões) junto ao Barcelona.
Segundo comunicado do clube da Rússia, a faixa exposta no estádio com a frase “obrigado aos diretores por respeitarem nossas tradições” foi feita por um “pequeno grupo de indivíduos” e claramente teve uma “má interpretação” por parte da imprensa. No caso, a frase usou a palavra “tradições” de forma irônica pelo pelos fãs do time russo, se referindo então à origem, raça e até orientação sexual dos jogadores que vestem a camisa do clube.
“O Zenit tem uma larga tradição de contratar os melhores jogadores de todo o mundo, independentemente de suas origens, etnia e nacionalidade”, apontou a nota, que ainda lamentou a atitude de jornalistas e clubes de futebol, ao noticiarem “acusações depreciativas”.
O comunicado também ressaltou que o clube participou de iniciativas contra o racismo e convidou aos que interpretaram mal o ocorrido a assistirem uma partida do Zenit, em São Petersburgo, para experimentar a “hospitalidade” da cidade, considerada uma das mais acolhedoras durante a Copa do Mundo de 2018.
Malcom fez sua estreia ao entrar aos 27 minutos do segundo tempo. Apesar do pouco tempo em campo, o atacante se mostrou bastante ativo ao participar do jogo.
Em janeiro, o Zenit contratou o colombiano Wilmar Barrios, que está tendo bom desempenho, além do também brasileiro Douglas Santos, que marcou um gol contra no empate com o Krasnodar neste último sábado.
Em situações anteriores, um grupo de torcedores emitiu um comunicado desaprovando a chegada de atletas negros e homossexuais, ou que simplesmente não fizessem parte “de nações irmãs eslavas, dos estados Bálticos e da Escandinávia”. “Temos a mesma mentalidade e passado histórico e cultural dessas nações”, lembrava o comunicado.
As primeiras manifestações surgiram na chegada de atletas como o atacante Hulk, também brasileiro, em 2012, e do belga Axel Witsel, no mesmo ano. “Não somos racistas, mas para nós a ausência de futebolistas negros no plantel do Zenit é uma importante tradição que reforça a identidade do clube”, dizia, à época, a nota, que acrescentava: “Somos a equipe mais ao norte das grandes cidades europeias e nunca tivemos vínculos com a África, a América Latina, Austrália ou Oceania. Não temos nada contra habitantes destes continentes, mas queremos que joguem no Zenit atletas afinados com a mentalidade e o espírito da equipe”.
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