Conselho Deliberativo recusa parceria entre São José EC e empresário Júnior Moraes
Após ter a proposta de trabalho no São José Esporte Clube recusada pelo Conselho Deliberativo, o empresário e hoje, gestor de futebol do clube, Júnior Moraes, divulgou uma nota na página oficial do clube em uma rede social. No texto publicado, Moraes critica duramente o Conselho da equipe, mostrando as dividas pagas pela parceria, mesmo sem um contrato oficial.


Júnior Moraes trouxe o treinador Wilson Gottardo nesta semana, mesmo em situação indefinida
Flávio Pereira/Meon
Após ter a proposta de trabalho no São José Esporte Clube recusada pelo Conselho Deliberativo, o empresário e hoje, gestor de futebol do clube, Júnior Moraes, divulgou uma nota na página oficial do clube em uma rede social. No texto publicado, Moraes critica duramente o conselho, mostrando as dívidas pagas pela parceria, mesmo sem um contrato oficial.
Durante a avaliação do contrato do projeto, o Conselho Deliberativo decidiu não aceitar o acordo de gestão -firmado no final de abril-, alegando que seria lesivo ao clube. Com isso, a parceria entre o presidente Benevides Ferneda, o Geleia, e Júnior Moraes deve entrar em briga judicial nos próximos dias.
Júnior Moraes está no comando do futebol da equipe desde o fim do Campeonato Paulista da Série A2, que a Águia do Vale terminou na última colocação, sendo rebaixada para a Série A3. No último dia 5, a nova gestão à época havia apresentado o planejamento para o segundo semestre, incluindo o novo treinador, Wilson Gottardo.
O Meon tentou contato com algum representante do Conselho Deliberativo mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.
Veja a nota publicada no Facebook do São José EC:
Nesta terça-feira, fomos supreendidos por alguns orgãos de imprensa com a noticia de que o Conselho Deliberativo do Sao José E.C. rejeitou nosso contrato de parceria na gestão do departamento de futebol do clube. Ao mesmo tempo que fomos surpreendidos, também ficamos assustados e preocupados com o futuro do futebol do São José. O objetivo desta parceria sempre teve, e continuará tendo, como maior preocupação a preservação ética e moral da instituição São José. Todos sabemos que os últimos anos do futebol joseense não foram os melhores, sobretudo o último campeonato paulista, quando o clube foi rebaixado para a série A3. A falta de recursos é uma realidade, e todos sabemos que sem eles é impossível de se fazer futebol. Existem perspectivas? Sim, existem. Contudo, o futebol brasileiro está, enfim, percebendo que apenas os clubes que se profissionalizarem terão uma chance maior de se manterem e galgarem novas posições no cenário estadual e nacional. Podemos ver, atualmente, equipes como o Ituano, campeão paulista da serie A1, a Penapolense nas fases finais do mesmo campeonato e o Capivariano, campeão paulista da série A2. Todos eles se profissionalizaram e adotaram a estratégia do planejamento e continuidade de trabalho.
Afinal, se este é o caminho para os bons resultados de uma equipe de futebol, porque o Conselho Deliberativo do São José está reprovando um contrato que se propõe a estruturar o futebol do clube com base nos mesmos preceitos da profissionalização? Resumidamente, o contrato não traz qualquer risco para o clube. Não permite mudança de nome ou de cidade, não terá nenhuma despesa, participará na arrecadação de receitas e terá todo o departamento de futebol reestruturado, além do desenvolvimento de um programa eficiente de sócio torcedor. Oras, quão nocivo é um contrato como esse cujo risco do negócio é tão somente da empresa gestora?
Desde o dia 6 de maio, quando o contrato foi assinado, a empresa gestora manteve clara sua posição de sentar para conversar com o referido Conselho, mesmo juridicamente não sendo necessário. Mas os membros foram taxativos em dizer que não conversariam com a empresa, somente com o presidente do clube e, sem qualquer diálogo, concluiram hoje que o contrato é nocivo ao clube.
Bom, vejamos, a empresa gestora, antes mesmo de ter esse contrato assinado foi a responsavel pelas seguintes situações:
* pagamentos de dívidas em nome do São José face ao campeonato paulista da série A2 em cerca de R$250.000,00, comprovadamente;
* pagamento de taxas de dopping na FPF em cerca de R$16.000,00, o que evitou o rebaixamento do clube para a série B do campeonato paulista.
Depois da assinatura do contrato:
* reforma da casa onde será o alojamento dos atletas, dando todas as condições de moradia, em cerca de R$15.000,00;
* compra de equipamentos e utensilios para o alojamento em cerca de R$10.000,00;
* contratação de toda a comissão técnica, todos com contratos devidamente assinados;
* elenco profissional praticamente contratado para a disputa da Copa Paulista
* estruturação do departamento de marketing e comunicação.
Concluindo, se essas ações são nocivas ao clube, convidamos o Conselho Deliberativo a sentar numa mesa conosco, trazer uma nova empresa para assumir as situações elencadas acima e, assim, não faremos qualquer objeção em rescindirmos o referido contrato.
Ao mesmo tempo, estamos avaliando, internamente, a continuidade de nossos trabalhos no São José.
Respeitamos imensamente a coletividade joseense e lamentamos a postura do atual Conselho Deliberativo que, se quer, abriu a possibilidade de explanarmos nossas estratégias profissionais.
Cordialmente,
Junior Moraes
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