SUS adota doxiciclina para prevenir sífilis e clamídia
Medida visa frear o avanço de casos no Brasil

O Ministério da Saúde deu um passo estratégico no combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ao autorizar a adoção da doxiciclina 100 mg como profilaxia pós-exposição (PEP) no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, publicada no Diário Oficial da União, permite que o antibiótico seja utilizado para prevenir a infecção por sífilis e clamídia após situações de risco.
A incorporação foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), que viu na tecnologia uma forma eficaz de reduzir a transmissão bacteriana. O Ministério estabeleceu um prazo de até 180 dias para que estados e municípios efetivem a oferta do medicamento em suas redes de saúde.
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Entenda as Doenças e a Prevenção
A nova estratégia foca em duas infecções bacterianas que, se não tratadas, podem causar complicações graves à saúde e facilitar a transmissão vertical (de mãe para filho):
Sífilis: Causada pela bactéria Treponema pallidum, é uma infecção curável, mas que pode evoluir para estágios graves (terciária) se ignorada. A transmissão ocorre por sexo sem preservativo ou da gestante para o bebê.
Clamídia: Afeta órgãos genitais, garganta e olhos. Muitas vezes silenciosa, pode atingir qualquer pessoa com vida sexual ativa e também pode ser transmitida durante o parto.
Como funcionará a PEP?
Diferente do tratamento convencional, a profilaxia pós-exposição consiste no uso do medicamento em um curto período após a relação sexual desprotegida ou acidente biológico, agindo antes que a bactéria se instale definitivamente no organismo. Vale ressaltar que a medida não substitui o uso do preservativo, que continua sendo o método mais eficaz de prevenção.
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