MP investiga denúncias de violência contra presos do CDP de Taubaté
Após as denúncias de agressões de agentes do GIR (Grupo de Intervenção Rápida) a detentos do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos durante revista realizada em abril, o grupo esta envolvido em mais um caso de violência, desta vez no CDP de Taubaté.

Após as denúncias de que agentes do GIR (Grupo de Intervenção Rápida) agrediram detentos do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos, durante revista realizada em abril, o grupo esta envolvido em mais um caso de violência, desta vez, no CDP de Taubaté.
Grupo é o mesmo investigado por maus tratos contra presos em São José
A Justiça enviou inquérito ao Ministério Público da cidade para apurar queixas de presos sobre supostos abusos de força cometidos pelo GIR durante revista realizada em janeiro. Exames de corpo de delito constataram lesões aparentes em 97 presos, que podem ter sido agredidos pelos agentes do GIR.
Agora o MP vai ouvir os envolvidos e encaminhar um parecer à Justiça. Durante vista realizada aos presos, a juíza corregedora dos presídios de Taubaté, Sueli Zeraik de Oliveira Armani, conversou com os detentos e os detentos entregaram para ela 14 balas de borracha que teriam sido utilizadas pelos agentes durante as agressões.
São José dos Campos
Em São José, após investigação do MP ficou constatado que 18 detentos sofreram agressões por parte dos agentes do GIR. A intervenção do grupo foi realizada depois que um drone – espécie de mini-helicóptero – lançou um pacote contendo cocaína no Pavilhão 1 do CDP.
Na época, o promotor Fábio Antonio Moraes apurou denúncias de familiares de detentos sobre maus tratos envolvendo os presos.
Intervenção
O GIR é uma divisão de combate da SAP (Secretaria de Administração Presidiária), do Governo de São Paulo. O grupo entra em ação quando há evidência de captação de drogas ou celulares dentro das unidades prisionais. Dentro do presídio, realizam revistas com ajuda de cães e utilizam de bombas de efeito moral para dispersar os detentos.
Em São José dos Campos, por exemplo, a última vez que os agentes entraram no CDP foi quando um drone, espécie de mini-helicóptero, lançou um pacote de cocaína no pátio do Pavilhão 1.
Procurada, a SAP ainda ainda não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.
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