Brasileiros deixam Gaza de ônibus pelo Egito

Somente estrangeiros podem passar pela fronteira

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Na manhã deste sábado (14), o grupo com 19 brasileiros que estavam em Gaza conseguiram deixar a área, em um ônibus fretado pela Embaixada do Brasil na Palestina.

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O grupo conseguiu fazer o trajeto entre o abrigo no norte de Gaza, onde estavam, e a cidade de Khan Younes, no sul, e aguardavam sinal verde da Embaixada do Brasil na Palestina para seguir até a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.

Em Khan Younes, Os brasileiros ficarão no prédio no qual vive uma família brasileira, em Rafah, para depois embarcar em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no Cairo até o Brasil.

Eles podem ter agora uma janela de poucas horas para conseguir cruzar a fronteira.

Isso porque, segundo disseram integrantes das negociações entre Egito, Israel e Estados Unidos à agência de notícias Associated Press e à rede de TV Al-Jazeera, as partes chegaram a um acordo para abrir a fronteira entre o sul de Gaza e o Egito – que está fechada desde o início da guerra entre Hamas e Israel.

Fontes de Washington disseram à Al-Jazeera que a fronteira ficará aberta entre meio-dia e 17h no horário local (entre 06h e 11h no horário de Brasília). Já membros do Itamaraty afirmaram ao jornalista César Tralli que Israel não deve permitir a abertura dessa fronteira neste sábado.

Tel Aviv ainda não havia se manifestado sobre essa informação até a última atualização desta notícia, mas, segundo a rede CNN Internacional, o Ministério da Defesa de Israel anunciou a abertura da passagem entre Gaza e Rafah, no Egito.

Apenas cidadãos estrangeiros poderão passar por esse corredor, segundo o acordo.

O trajeto entre o abrigo de onde o grupo saiu, no norte de Gaza é de apenas 25 quilômetros – em tempos normais, duraria cerca de 30 minutos.

Mas a previsão era de que a viagem poderia durar até duas horas por conta da situação no território, e a viagem pode demorar ainda mais, caso haja novos bombardeios de Israel.

O motorista do ônibus, segundo o grupo, disse não haver informações sobre bombardeios na rota. O embaixador Alessandro Candeas afirmou também que a Embaixada informou a placa e o modelo do ônibus a autoridades de Israel e ao Hamas, que governa e controla a Faixa de Gaza.

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