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Casa Branca vê 'acréscimos construtivos' em contraproposta republicana por pacote

A Casa Branca viu "vários acréscimos construtivos" na nova contraproposta de investimentos em infraestrutura apresentada nesta quinta-feira, 27, pelo Partido Republicano. No entanto, a porta-voz Jen Psaki ponderou, por meio de um comunicado, que o governo de Joe Biden ainda considera que a oposição não especificou como "pagar" pelo pacote. O democrata propôs elevar o imposto cobrado das empresas americanas, mas os republicanos rechaçam a ideia.

"Agradecemos o trabalho árduo que foi feito para elaborar esta proposta e continuar essas negociações", escreveu Psaki no comunicado. A assessora também frisou que é "encorajador" ver que os republicanos aumentaram o montante de gastos previstos no plano. No documento divulgado nesta quinta-feira, 27, a oposição sugere um total de US$ 928 bilhões para investimentos em obras, acima dos US$ 568 bilhões sugeridos anteriormente.

O pacote proposto por Biden está orçado atualmente em US$ 1,7 trilhão, abaixo dos US$ 2,3 trilhões previstos inicialmente pelos democratas. Segundo Psaki, a Casa Branca ainda avalia que o plano republicano não fornece fundos "substanciais" para a criação de empregos. "Por último, estamos preocupados que a proposta sobre como pagar pelo plano permaneça obscura."


Psaki afirmou que o governo dará sequência às negociações do pacote de infraestrutura com parlamentares na próxima semana. Depois da divulgação da contraproposta da oposição para os investimento em obras, a assessora disse a repórteres que o objetivo é avançar nas tratativas antes que o Congresso retome os trabalhos, em 7 de junho, após um período de recesso.

"Será uma semana de trabalho para nós", declarou Psaki.


Orçamento

Secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen defendeu a necessidade de aumentar os gastos do governo americano por meio do orçamento do ano fiscal de 2022, cuja proposta da administração Biden será apresentada na sexta-feira. De acordo com ela, a economia do país está se recuperando da pandemia, "mas ainda há um longo caminho pela frente", e não será possível prosseguir com a retomada com um orçamento desenhado para o nível de gastos de 2010.

"Desconsiderando a inflação, o nível do orçamento atual é o mesmo daquele promulgado em 2010, e agências de política crítica viram seus orçamentos cortados em até 20% desde 2016", afirmou Yellen, em testemunho a deputados do Comitê de Apropriações da Câmara dos Representantes dos EUA.

Detalhando os "necessários repasses adicionais" ao Tesouro promovidos pela proposta orçamentária de Biden, a secretária citou maiores gastos desatinados à agência que lida com crimes financeiros do departamento, bem como a "instituições financeiras de desenvolvimento comunitário".

Segundo ela, o orçamento de Biden também eleva os repasses ao Internal Revenue Service (IRS, o equivalente à Receita Federal do país). US$ 13,2 bilhões adicionais seriam destinados a gastos discricionários, além de outros US$ 417 milhões relacionados aos gastos do primeiro ano do plano de investimentos em seguridade social pretendido pelo governo dos EUA.

'Certa folga'

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos considera que a economia norte-americana ainda oferece "certa folga" para novos planos fiscais, como planeja o presidente Joe Biden em seus projetos de investimentos em infraestrutura e seguridade social. Na sessão de perguntas de deputados do Comitê de Apropriações da Câmara dos Representantes do país, a secretária afirmou não esperar que os gastos adicionais provocarão uma alta duradoura na inflação.

Para Yellen, o aumento recente nos níveis de preços nos EUA reflete em grande parte os choques provocados pela pandemia de covid-19, que mudaram o padrão de gastos de consumidores, em favor de bens duráveis e em detrimento de serviços.

Além disso, ela cita gargalos na cadeia de suprimentos, classificando-os como transitórios. Ainda assim, a ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) afirmou estar atenta à trajetória inflacionária, para que as pressões não "impregnem" na economia.

Quanto à possibilidade do maior volume de gastos do governo tornar o nível da dívida pública insustentável, Yellen previu que os investimentos propostos por Biden poderiam ser pagos dentro da próxima década, com os juros sobre a dívida "bastante gerenciáveis".

Sanções

Segundo a secretária, o Tesouro vai "reavaliar cuidadosamente" as sanções adotadas contra o Irã, caso o país do Oriente Médio retorne ao acordo nuclear de 2015 e passe a cumprir com as regras do pacto.

Yellen ainda afirmou que o departamento usará de "toda a sua autoridade" para combater "atividades maléficas" promovidas pelo governo da Rússia.

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