Exército sírio se aproxima da cidade rebelde de Alepo
As forças de segurança do governo sírio avançam em direção a Alepo nesta terça-feira com o objetivo de cercar a cidade, controlada pelos rebeldes, no que seria o maior ataque dos três anos do levante. A retomada de Alepo, maior cidade síria, também poderia abastecer o grupo de militantes iraquiano Estado Islâmico com rebeldes derrotados que…

As forças de segurança do governo sírio avançam em direção a Alepo nesta terça-feira com o objetivo de cercar a cidade, controlada pelos rebeldes, no que seria o maior ataque dos três anos do levante. A retomada de Alepo, maior cidade síria, também poderia abastecer o grupo de militantes iraquiano Estado Islâmico com rebeldes derrotados que resolvessem se unir a eles.
Os comandantes rebeldes em Alepo afirmam que o grupo começou a estocar bens na medida em que organizações voluntárias enviam alimentos, em uma tentativa de evitar a repetição da crise de fome que forçou-os a se renderem na cidade de Homs, em maio. A perda do controle de Homs, chamada de capital da revolução, foi um tremendo golpe para os insurgentes. Se eles perderem também a posse de Alepo, a revolta contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, poderá se dispersar, alertam comandantes do grupo
As forças do regime de Assad já cercam a maior parte de Alepo e tentam bloquear o ponto de acesso dos rebeldes, no noroeste da cidade. Enquanto isso, jihadistas do Estado Islâmico (antigo Estado Islâmico do Iraque e do Levante) se aproximam pelo norte e forçam os rebeldes a se retirarem dos arredores da cidade.
“Olhando para os próximos seis meses ou um ano, o impacto final da perda de Alepo seria o definhamento da principal corrente da oposição”, explica o analista do International Crisis Group, Noah Bonsey. “Alguns rebeldes podem até desistir e tentarem ajustar-se ao regime, ou mesmo se unirem à única força de luta que sobrou, o Estado Islâmico.”
O regime de Assad e as forças do Estado Islâmico têm entrado em conflitos pelo controle de territórios e recursos, apesar desses combates serem relativamente raros. Analistas do Ocidente acreditam que o governo sírio pode estar evitando confrontos com o grupo para que os extremistas continuem a enfraquecer os rebeldes. Se vencer o combate em Alepo, a Síria terá sua atenção toda voltada para os jihadistas. Fonte: Associated Press.
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