Israel suspende negociações de cessar-fogo no Egito
Israel suspendeu nesta terça-feira as negociações com facções palestinas no Cairo depois de três foguetes lançados da Faixa de Gaza terem caído no sul do território israelense, interrompendo o cessar-fogo cujo objetivo era permitir que os negociadores chegassem a uma trégua de longo prazo para o território costeiro. As forças de defesa de…

Israel suspendeu nesta terça-feira as negociações com facções palestinas no Cairo depois de três foguetes lançados da Faixa de Gaza terem caído no sul do território israelense, interrompendo o cessar-fogo cujo objetivo era permitir que os negociadores chegassem a uma trégua de longo prazo para o território costeiro.
As forças de defesa de Israel disseram que os foguetes caíram em áreas abertas nas proximidades da cidade de Beersheva, na tarde desta terça-feira. Não havia relatos de danos provocados pelos artefatos.
O Exército de Israel afirmou que retaliou o ataque em questão de minutos e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou de volta sua delegação de negociadores no Cairo.
Os disparos aconteceram horas depois de Israel e facções palestinas terem retomado as negociações para um cessar-fogo. Na noite de segunda-feira, os dois lados aceitaram uma proposta de mediadores egípcios para prolongar a trégua até a meia-noite desta terça-feira (horário local, 18h em Brasília), o que daria algumas horas a mais para se chegar a um acordo.
Durante as negociações indiretas, Israel e os palestinos buscaram retratar o outro lado como intransigente. Izzat Al Risheq, graduada autoridade do Hamas e delegado nas negociações no Cairo, expressou seu pessimismo na segunda-feira sobre a possibilidade de mais conversações levarem a um acordo mais duradouro. “Não há progresso real nas negociações e elas enfrenta verdadeiros obstáculos”, disse ele à emissora de televisão Al Jazeera.
Os dois lados também afirmaram publicamente que não recuariam em suas exigências durante as negociações. O Hamas quer um final para o bloqueio econômico ao território costeiro imposto por Israel e pelo Egito. Israel exige a desmilitarização do território.
Netanyahu havia advertido na segunda-feira que as forças de defesa do país estavam preparadas para uma “ação muito agressiva” se os lançamentos de foguetes e morteiros de Gaza fossem retomados.
Em comentários feitos à Al Jazeera, Risheq também usou um tom combativo. “Não queremos a retomada da guerra…mas se o inimigo israelense continuar a ser evasivo, então todas as opções perante o nosso povo estão abertas”, disse ele.
Robert Serry, enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, pediu na segunda-feira que os negociadores concordassem com um trégua duradoura para que a reconstrução em Gaza pudesse ser iniciada.
“Gaza precisa urgentemente de casas, hospitais e escolas, não de foguetes, túneis e conflito”, afirmou Serry ao Conselho de Segurança da ONU. Fonte: Dow Jones Newswires.
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