Kosovo prende acusados de apoiarem militantes iraquianos
A polícia do Kosovo prendeu ao menos 40 pessoas nesta segunda-feira em uma operação contra radicais islâmicos suspeitos de apoiarem militantes extremistas no Iraque e na Síria. O primeiro-ministro, Hashim Thaci, afirmou que armas, munição e explosivos foram apreendidos pelas centenas de policiais que vasculharam 60 localidades do país,…

A polícia do Kosovo prendeu ao menos 40 pessoas nesta segunda-feira em uma operação contra radicais islâmicos suspeitos de apoiarem militantes extremistas no Iraque e na Síria. O primeiro-ministro, Hashim Thaci, afirmou que armas, munição e explosivos foram apreendidos pelas centenas de policiais que vasculharam 60 localidades do país, incluindo mesquitas que poderiam ser usadas como centros de recrutamento.
A operação policial é a maior da história de Kosovo contra radicais islâmicos. Autoridades do país têm alertado para o crescente número de albaneses étnicos que se uniram aos militantes sírios e iraquianos e apareceram em redes sociais tentando atrair novos seguidores.
“Nós acreditamos que essas pessoas representam uma ameaça para a segurança de Kosovo e, portanto, elas foram presas”, disse o porta-voz das forças policiais, Baki Kelani. “Alguns são suspeitos de estarem envolvidos com grupos terroristas como o EIIL e a Al-Nusra.”
O Estado Islâmico (antigo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ou EIIL) conquistou boa parte do território iraquiano em operações surpresa. A crise levou o presidente dos EUA, Barack Obama, a autorizar ataques aéreos contra o grupo.
Segundo a polícia de Kosovo, ao menos 16 civis que se uniram ao grupo militante como voluntários foram mortos em combates com autoridades iraquianas e sírias. A maioria dos albaneses éticos do país é muçulmana. “Qualquer ameaça contra nossos valores fundamentais de nosso Estado e nossa sociedade será punida sem piedade”, afirmou o governo em declaração.
O presidente do país, Atifete Jahjaga, disse que o objetivo da operação é levar Justiça aos suspeitos de atos que ameaçam a segurança da região dos Bálcãs e prevenir “ameaças terroristas a Kosovo e seus aliados estratégicos”. “Kosovo não será um refúgio para extremistas”, disse. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.
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