Ministros da UE se reúnem para discutir crise na Ucrânia
Bruxelas, 03/03/2014 – Ministros de relações exteriores da União Europeia estão realizando uma reunião de emergência em Bruxelas para discutir como pressionar a Rússia, após forças do país terem tomado o controle da Crimeia durante o fim de semana. Antes da reunião, ministros disseram que havia várias opções para diminuir as tensões na região,…

Bruxelas, 03/03/2014 – Ministros de relações exteriores da União Europeia estão realizando uma reunião de emergência em Bruxelas para discutir como pressionar a Rússia, após forças do país terem tomado o controle da Crimeia durante o fim de semana. Antes da reunião, ministros disseram que havia várias opções para diminuir as tensões na região, como negociações com a Rússia e a adoção de sanções caso a situação se agrave.
“Acho que sanções ainda não se aplicam, mas se tornarão inevitáveis caso a Rússia prossiga com o atual plano de ação”, disse o ministro de Relações Exteriores da Holanda, Frans Timmermans. “Espero que ainda exista a oportunidade de uma solução diplomática.” Para seu colega alemão, Frank-Walter Steinmeier , esta é “sem dúvida a crise mais séria desde a queda do Muro de Berlim”. A Comissária para Assuntos Externos da UE, Catherine Ashton, afirmou que a reunião vai se concentrar nas “opções políticas” disponíveis. Uma reunião de emergência entre chefes de Estado da UE também deve ser realizada em breve, segundo o presidente da Comissão Europeia, Manuel Barroso.
O porta-voz do primeiro-ministro britânico David Cameron afirmou que o Reino Unido não está buscando uma resposta militar para a situação na Ucrânia, mas que a Rússia pode enfrentar sérias consequências econômicas caso não retire suas tropas do país. “A única saída que estamos buscando é pacífica e diplomática”, disse.
Em Kiev, o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, classificou a situação na Ucrânia como a maior crise do século 21 na Europa. “Isso é claramente uma violação da soberania, da independência e da integridade territorial da Ucrânia”, afirmou, acrescentando que a Rússia pode enfrentar sanções econômicas.
Numa tentativa de mostrar que seu país não está sozinho, o chanceler russo Sergey Lavrov disse que a China concorda com a ação militar na Ucrânia. “Houve ampla convergência de opiniões entre Rússia e China em relação à situação na Ucrânia e em regiões próximas”, disse Lavrov, referindo-se a uma conversa telefônica com seu colega chinês.
O Ministério de Relações Exteriores da China, no entanto, disse que a posição do país é a de não interferir em assuntos internos de outros países. “Respeitamos a independência, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia”, disse em comunicado o porta-voz do ministério, Qin Gang. Embora não tenha criticado a Rússia abertamente pelo envio de tropas à Ucrânia, a China pediu que a crise seja resolvida através do diálogo.
A China precisa manter boas relações com a Rússia mas, ao mesmo tempo, não pode comprometer seus laços com o Ocidente e seus interesses comerciais e militares na Ucrânia. Membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China muitas vezes se alinham para vetar intervenções militares em países em crise, como a Síria. Fontes: Market News International e Dow Jones Newswires.
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