Nikkei fecha com queda mais acentuada desde março
A aversão ao risco desencadeada pela decisão do governo dos Estados Unidos de iniciar ataques aéreos no Iraque pesou na Bolsa de Tóquio nesta sexta-feira, deixando pouco espaço para uma reação à decisão de política monetária no Japão. O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou ontem que autorizou ofensivas aéreas no país do Oriente…

A aversão ao risco desencadeada pela decisão do governo dos Estados Unidos de iniciar ataques aéreos no Iraque pesou na Bolsa de Tóquio nesta sexta-feira, deixando pouco espaço para uma reação à decisão de política monetária no Japão. O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou ontem que autorizou ofensivas aéreas no país do Oriente Médio, caso seja necessário. Segundo Obama, a medida tem como objetivo retardar o avanço dos militantes extremistas islâmicos, que desde junho invadiram diversas regiões no norte e no oeste iraquiano.
O índice Nikkei registrou a queda diária mais acentuada desde 14 de março e a pior semana em cerca de quatro meses. A baixa foi de 2,98% nesta sexta-feira e de 4,80% na semana, a 14.778,37 pontos.
A renda fixa japonesa também foi afetada pela aversão ao risco, levando o juro dos títulos do governo do país, também conhecidos como JGB, de 10 anos ao menor nível em 14 meses. Segundo operadores, a busca por segurança aumentou a demanda por títulos soberanos de outros Estados como Reino Unido, Alemanha e EUA, o que acelerou o movimento nos JGB. Com isso, o rendimento do papel japonês de 10 anos encerrou o dia com queda de dois pontos base a 0,505%, o patamar mais baixo desde abril de 2013.
“Pode não ser necessariamente a reintrodução do risco geopolítico em si que tem abalado os investidores, uma vez que o nervosismo sobre a Rússia e a Ucrânia e a possibilidade de envolvimento militar maior dos EUA no Iraque têm fervido por algum tempo”, disse Chris McGuire, executivo-chefe do fundo de hedge Phalanx Capital Management.
“Mas os mercados em todo o mundo parecem não ser capazes de lidar bem com o aumento de risco ultimamente e talvez esta seja uma reação a ver os mercados dos EUA mostrarem uma certa resiliência durante tanto tempo” e caírem recentemente.
Do lado econômico, o Banco do Japão (BoJ) rebaixou sua avaliação sobre as exportações e a produção industrial do país, aumentando as expectativas de uma maior flexibilização monetária pela instituição nos próximos meses. Mas o anúncio da decisão de política monetária teve impacto limitado, tendo em vista que a instituição manteve seu programa atual e juros inalterados. Além dos juros perto de zero, a principal característica é a aceleração da base monetária em 60 trilhões de ienes a 70 trilhões de ienes por ano. Com informações da Dow Jones
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