Putin diz estar defendendo seus interesses na Ucrânia
O presidente russo Vladimir Putin disse ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama que a Rússia se reserva o direito de intervir na Ucrânia para proteger seus interesses e aqueles da população de língua russa no país, informou o Kremlin em uma declaração divulgada na manhã de domingo (sábado à noite no Brasil). Em uma ligação telefônica,…

O presidente russo Vladimir Putin disse ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama que a Rússia se reserva o direito de intervir na Ucrânia para proteger seus interesses e aqueles da população de língua russa no país, informou o Kremlin em uma declaração divulgada na manhã de domingo (sábado à noite no Brasil).
Em uma ligação telefônica, Putin falou a Obama de “provocações, crimes realizados por ultranacionalistas, apoiados principalmente por autoridades de Kiev”. Não estava claro a quais incidentes Putin se referia.
Tropas russas e seus aliados tomaram controle de uma grande parte da península da Crimeia, no sul da Ucrânia. O Parlamento da Rússia aprovou por unanimidade neste sábado (01) um pedido de Putin para movimentar tropas na Ucrânia.
Putin informou Obama da “real ameaça à vida e à saúde de cidadãos russos e muitos compatriotas no território ucraniano” e advertiu que “se a violência se espalhar nas regiões orientais da Ucrânia e Crimeia, a Rússia se reserva o direito de defender seus interesses e aqueles da população de língua russa que moram lá”.
EUA condena intervenção
A Casa Branca confirmou que Obama e Putin conversaram por 90 minutos sobre a Ucrânia. Em nota, Obama expressou estar “profundamente preocupado com a clara violação russa à soberania e integridade territorial ucraniana, o que é uma infração ao direito internacional, incluindo as obrigações da Rússia sob a Carta das Nações Unidas e de seu acordo militar com a Ucrânia de 1997, e incompatível com o Memorando de Budapeste de 1994 e a Ata Final de Helsinque”.
A declaração divulgada neste sábado pela Casa Branca diz que “os Estados Unidos condenam a intervenção militar russa no território ucraniano” e exortam que a Rússia acalme as tensões, retirando suas forças da Crimeia e se abstendo de interferir em outros lugares na Ucrânia. “O povo da Ucrânia tem o direito de determinar seu próprio futuro”, acrescenta.
Conforme a Casa Branca, a manutenção da violação russa da soberania e da integridade territorial ucranianas teria um impacto negativo na posição da Rússia frente a comunidade internacional. “Daqui para frente, a continuada violação russa do direito internacional levará a um maior isolamento político e econômico”, diz a nota.
O presidente da França, François Hollande, também falou com o presidente russo neste sábado e pediu para que a Rússia não intervenha militarmente na Crimeia, informou o gabinete de Hollande, em comunicado. Durante a ligação, o presidente francês teria deixado claro suas preocupações “muito profundas” e pediu a Putin para evitar qualquer uso da força. Fonte: Dow Jones Newswire.
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