Renzi promete fazer mudanças “radicais”
O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, prometeu fazer mudanças “radicais”, horas antes de um voto de confiança no Senado sobre seu governo de coalizão, e acelerar reformas importantes para impulsionar o crescimento da terceira maior economia da Europa. A votação no Senado está prevista para começar às 18h (de Brasília). Em discurso,…

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, prometeu fazer mudanças “radicais”, horas antes de um voto de confiança no Senado sobre seu governo de coalizão, e acelerar reformas importantes para impulsionar o crescimento da terceira maior economia da Europa. A votação no Senado está prevista para começar às 18h (de Brasília).
Em discurso, Renzi anunciou que vai adotar três medidas fundamentais nos próximos meses: uma redução de dois dígitos em impostos trabalhistas para estimular a geração de empregos, a quitação de dívidas do governo com fornecedores e o lançamento de um fundo de garantia para incentivar o acesso ao crédito de pequenas e médias empresas.
“A Itália precisa de estabilidade política e paz para enfrentar o futuro. Este país precisa de mudanças radicais e imediatas para encarar as urgências e sair da recessão. Acabou a época de atrasos”, disse Renzi, enfatizando como os políticos e as instituições precisam primeiro fazer reformas antes de lidar com os desafios atuais.
A expectativa é que Renzi conquiste mais tarde o voto de confiança no Senado, com o apoio de 171 dos 320 parlamentares da Casa.
Renzi apontou que o fato de que a Itália assumirá a presidência da União Europeia, a partir de julho, criou uma oportunidade para Roma relançar o processo de reformas, que também deve incluir a reestruturação do sistema judiciário, a redução da burocracia e um novo sistema tributário.
“Para conquistarmos a confiança perdida dos cidadãos, as instituições devem ser as primeiras a passar por reformas. A recuperação da confiança é fundamental para sairmos da recessão”, afirmou Renzi.
Renzi assumiu como primeiro-ministro no sábado, em substituição ao colega do Partido Democrático Enrico Letta, que entregou o cargo no último dia 14. Fonte: Market News International.
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