Saúde de soldado libertado dos EUA é ‘estável’
O hospital militar norte-americano Landstuhl Regional Medical Center, localizado na Alemanha, informou que a saúde do sargento Bowe Bergdahl “é estável e ele recebe tratamento para um estado de saúde que requer hospitalização”, após ter chegado do Afeganistão, onde permaneceu em cativeiro por cinco anos. Segundo o hospital, o tratamento de…

O hospital militar norte-americano Landstuhl Regional Medical Center, localizado na Alemanha, informou que a saúde do sargento Bowe Bergdahl “é estável e ele recebe tratamento para um estado de saúde que requer hospitalização”, após ter chegado do Afeganistão, onde permaneceu em cativeiro por cinco anos.
Segundo o hospital, o tratamento de Bergdahl “inclui atenção para necessidades dietéticas e nutricionais após cinco anos em cativeiro”, mas a instituição recusou-se a divulgar novos detalhes sobre seu estado de saúde, em razão das leis de privacidade.
O Landstuhl Regional Medical Center informou nesta segunda-feira, por meio de comunicado, que “não há um tempo predeterminado para o processo de reintegração” do militar, que tem 28 anos.
A troca do prisioneiro por cinco suspeitos de terrorismo que estavam presos em Guantánamo resultou num debate em Washington. A discussão é se a medida coloca outros norte-americanos em risco de serem sequestrados para se tornarem moeda de troca. Outra discussão é se os detidos – dentre os quais há importantes integrantes do Taleban – voltarão para os campos de batalha.
No domingo, autoridades norte-americanas disseram que a saúde e a segurança de Bergdahl pareciam estar em risco, o que levou à rápida ação para garantir sua libertação. “Se tivéssemos esperado, o teríamos perdido”, declarou a conselheira nacional de segurança Susan Rice. “Eu não acho que alguém teria perdoado o governo dos Estados Unidos.”
Os cinco prisioneiros deixaram Guantánamo a bordo de um avião militar norte-americano com destino ao Catar, que atuou como intermediário das negociações. Eles estão impedidos de sair do Catar por pelo menos um anos. Fazem parte do grupo um vice-ministro de Inteligência do Taleban, um ex-ministro do Interior do grupo que teve ligações com o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, e uma pessoa que, segundo monitores de direitos humanos, teve ligação com os assassinatos em massa de muçulmanos xiitas no Afeganistão em 2000 e 2001.
Há questões também sobre as circunstâncias da captura de Bergdahl em 2009. O secretário de Defesa Chuck Hagel recusou-se a comentar relatos segundo os quais o sargento teria se afastado de sua unidade, desiludido com a guerra. Tais questões “serão tratadas mais tarde”, disse Hagel.
Em visita as tropas no Afeganistão, Hagel ouviu o silêncio quando disse a um grupo no hangar do aeroporto de Bagram que “este é um dia feliz. Temos de volta um de nós”. Não ficou claro se a falta de gritos e aplausos foi resultado da relutância em demonstrar emoções em frente ao chefe do Pentágono ou se de dúvidas das tropas a respeito do comportamento de Bergdahl. Fonte: Associated Press.
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