Sonda espacial chega a cometa após viagem de 10 anos
A sonda não tripulada Rosetta chegou ao seu cometa de destino nesta quarta-feira, após uma viagem de 6,4 bilhões de quilômetros pelo espaço que durou mais de uma década. A sonda europeia vai circular a órbita do corpo celeste e estudar a formação gigantesca de poeira e gelo, enquanto giram em torno do sol. Se tudo der certo, a Rosetta deve…

A sonda não tripulada Rosetta chegou ao seu cometa de destino nesta quarta-feira, após uma viagem de 6,4 bilhões de quilômetros pelo espaço que durou mais de uma década. A sonda europeia vai circular a órbita do corpo celeste e estudar a formação gigantesca de poeira e gelo, enquanto giram em torno do sol. Se tudo der certo, a Rosetta deve pousar no cometa nos próximos meses.
A sonda encontrou o 67P/Churyumov-Gerasimenko, como planejado, em algum lugar entre as órbitas de Marte e Jupiter. A incrível viagem, lançada no dia 02 de março de 2004, marca uma revolução no esforço humano para entender os corpos celestes que estão constantemente marcando o céu terrestre.
Enquanto a lua, Marte e mesmo asteroides já foram visitados por objetos feitos pelo homem, esta é a primeira vez que uma nave humana chegou perto de um cometa. A sonda Rosetta vai além e deve lançar um veículo para a superfície do 67P, uma manobra planejada para novembro.
A sonda europeia agora vai passar vários meses observando o cometa de uma distância segura, cerca de 100 quilômetros acima de sua superfície. Isso vai dar aos cientistas tempo para encontrarem o melhor lugar para o pouso. Esse passo será crucial na missão, já que eles terão uma única chance lançar o veículo até o corpo do cometa.
No entanto, mesmo que o pouso na superfície do 67P falhe, a sonda vai continuar orbitando o corpo celeste pelo menos até o fim de 2015, coletando informações com seus sensores. Na medida em que se aproximar do sol, o cometa começará a descongelar e a soltar a nuvem de poeira e fumaça que causa o fenômeno conhecido como estrelas cadentes.
Os cientistas esperam que o projeto 1,3 bilhões de euros ajude a esclarecer questões sobre a origem dos cometas, das estrelas, dos planetas ou atém mesmo da vida na Terra. Fonte: Associated Press.
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