Suíça e Áustria bloqueiam ativos de Yanukovich
Autoridades da Suíça e da Austrália se mobilizaram nesta sexta-feira para bloquear quaisquer ativos que o presidente fugitivo Viktor Yanukovich e seu filho Alexander possam ter escondido nos dois países. O governo suíço também lançou uma investigação de corrupção contra eles. O Conselho Federal da Suíça, que inclui o presidente e seis outros…

Autoridades da Suíça e da Austrália se mobilizaram nesta sexta-feira para bloquear quaisquer ativos que o presidente fugitivo Viktor Yanukovich e seu filho Alexander possam ter escondido nos dois países. O governo suíço também lançou uma investigação de corrupção contra eles.
O Conselho Federal da Suíça, que inclui o presidente e seis outros ministros, anunciou a sua decisão de bloquear imediatamente todos os ativos que Yanukovich e pessoas próximas deles possam ter na Suíça. Em comunicado, o conselho afirmou que, com a ação, “deseja evitar qualquer risco de apropriação indevida de ativos do Estado ucraniano”.
A Áustria disse que, se forem encontradas contas bancárias no nome de Yanukovich, seu filho e outras 16 pessoas ligadas ao antigo governo da Ucrânia, elas serão congeladas. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores austríaco Martin Weiss destacou que a medida busca garantir que nenhum dinheiro seja retirado de contas antes de uma decisão ampla da UE sobre se Yanukovich e seus colaboradores mais próximos devem sofrer sanções financeiras ou de outros tipos.
Weiss não revelou o nome de todos os afetados e disse que não especulará sobre quantos na lista de 18 nomes têm contas na Áustria e quanto dinheiro está depositado.
Em um movimento separado, o gabinete da Procuradoria de Genebra informou ter aberto uma investigação criminal relacionada a “lavagem de dinheiro exacerbada”. Documentos foram apreendidos, mas o promotor disse que não seriam fornecidos mais detalhes da investigação.
A Suíça tem lutado para evitar que líderes estrangeiros usem os bancos do país para esconder e lavar dinheiro. Nos últimos anos, autoridades suíças congelaram contas ligadas a antigos integrantes de governos depostos no Egito, na Tunísia e Líbia. Fonte: Associated Press.
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