Tailândia: tráfego é liberado em pontos de manifestações
A crise política na Tailândia está longe de uma solução, mas importantes vias da capital Bangcoc foram reabertas para o trânsito de veículos pela primeira vez em seis semanas, permitindo que o comércio voltasse a funcionar normalmente. Os manifestantes lutam há meses para forçar a saída da primeira-ministra Yingluck Shinawatra. Episódios de…

A crise política na Tailândia está longe de uma solução, mas importantes vias da capital Bangcoc foram reabertas para o trânsito de veículos pela primeira vez em seis semanas, permitindo que o comércio voltasse a funcionar normalmente.
Os manifestantes lutam há meses para forçar a saída da primeira-ministra Yingluck Shinawatra. Episódios de violência nos protestos mataram 23 pessoas e feriram mais de 700. Nas últimas semanas, locais de protesto têm sido alvo de ataques quase que diariamente. Na segunda-feira, duas granadas foram atiradas no prédio do Tribunal Penal, no norte de Bangcoc, mas ninguém ficou ferido, de acordo com funcionários da corte.
Yingluck enfrenta várias acusações que poderiam levá-la a deixar o cargo. Na semana passada, a comissão anticorrupção da Tailândia iniciou os procedimentos para investigar Yingluck por negligência na administração do programa governamental de subsídio à produção de arroz. A premiê poderá eventualmente enfrentar um processo de impeachment pelo Senado ou acusações criminais se a Comissão Nacional Anticorrupção decidir contra ela.
Embora as vias perto do escritório de Yingluck na Casa do Governo e um trecho da estrada que conduz a um complexo do governo no norte de Bangcoc ainda estejam bloqueadas, manifestantes começaram a deixar no domingo outras intersecções onde estavam montadas barricadas.
Na segunda-feira, o centro da cidade foi reaberto para tráfego, com carros e pedestres se movimentando em áreas anteriormente tomadas por barricadas de sacos de areia e portões de aço, patrulhada por guardas autonomeados do protesto, que investigavam veículos e bolsas de quem passava pelo local. O contingente cada vez menor de manifestantes migrou para o parque Lumpini, na região central, transformando o que era uma área verde em um mar de tendas.
Uma aliança de sete organizações do setor privado, incluindo a Federação das Indústrias Tailandesas, uma associação de banqueiros e o Conselho de Turismo da Tailândia, disseram ser a favor de negociações entre os manifestantes e o governo a fim de acabar com o conflito e com os “severos danos” causados por ele à economia. Fonte: Associated Press.
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