Ucrânia: diplomatas estão cautelosos sobre acordo
A presidência da Ucrânia informou nesta sexta-feira que um acordo preliminar para encerrar a crise política que atinge o país será assinada ainda nesta sexta-feira, mas diplomatas ocidentais envolvidos nas negociações estavam mais cautelosos sobre se um pacto será realmente alcançado. O site da presidência diz que um acordo foi fechado e…


Ucrânia enfrenta crise política
Russian Presidential Press/Fotos Públicas
A presidência da Ucrânia informou nesta sexta-feira que um acordo preliminar para encerrar a crise política que atinge o país será assinada ainda nesta sexta-feira, mas diplomatas ocidentais envolvidos nas negociações estavam mais cautelosos sobre se um pacto será realmente alcançado.
O site da presidência diz que um acordo foi fechado e seria assinado após o meio-dia (horário local, 7h em Brasília), após uma maratona de negociações que se estenderam pela madrugada entre governo, líderes da oposição e representantes da União Europeia (UE) e da Rússia.
Não estava claro, porém, quando o acordo seria assinado. Por volta das 13h (horário local), o gabinete do presidente Viktor Yanukovych divulgou um comunicado anunciando uma série de medida que teriam como alvo “restaurar a calma e evitar mais vítimas do conflito”. Elas incluem eleições presidenciais antecipadas – embora o documento não indique quando elas serão realizadas -, o retorno à Constituição de 2004 que dá poderes maiores ao Parlamento, e a formação de um governo de “união nacional”.
“Os envolvidos concordaram em assinar um acordo que resolve a crise”, diz o comunicado postado no site da presidência. “A assinatura do documento deve acontecer ao meio-dia (horário local) na administração presidencial.”
O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, que esteve envolvido nas negociações, juntamente com seus homólogos da Alemanha e da Polônia, disseram que ainda era muito cedo para dizer se o acordo seria concluído com sucesso.
“Não podemos dizer nada definitivo antes do final da manhã. Quando as coisas não estão concluídas, devemos nos manter cautelosos”, disse ele durante entrevista à rádio francesa Europe 1.
O primeiro-ministro polonês Donald Tusk foi mais direto. “Não há acordo ainda”, afirmou ele no Parlamento do seu país.
Um graduado integrante do partido de Yanukovych disse que o acordo proposto pede o retorno à Constituição de 2004, efetivamente reduzindo os poderes presidenciais em favor do Parlamento, nos próximos dias. Apenas emendas recentes sobre reformas no Judiciário e no processo eleitoral serão mantidas.
Essas medidas seriam seguidas por conversações sobre “um governo de unidade nacional” a ser confirmado pelo Parlamento. Se uma nova coalizão não for formada em 30 dias, o Parlamento será dissolvido e novas eleições serão convocadas. O acordo proposto também prevê a antecipação da eleição presidencial, de março de 2015 para dezembro deste ano.
Representantes ocidentais familiarizados com o esboço do acordo confirmaram que essas questões estão entre os principais pontos do documento. O pacto também promete uma investigação independente sobre a violência e os abusos aos direitos humanos nos últimos meses, disseram as fontes. Fonte: Dow Jones Newswires.
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