Nível da reserva de água na RMVale deve ser pior durante o inverno

Sem chuva, volume nos reservatórios da região tende a diminuir

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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A reserva de água nos reservatórios deve ser pior durante o inverno, caso não volte a chover. Com a previsão de chover ainda menos do que nos últimos meses, a Agevap (Associação Pró-Gestão da bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) afirma que a situação deve ficar ainda mais crítica.

O tema foi debatido, nesta segunda-feira (9), durante encontro com representantes da ANA (Agência Nacional de Águas), do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) e prefeitos do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A reunião trouxe a preocupação dos prefeitos que querem medidas efetivas para ‘driblarem’ a crise.

“Para meio de fevereiro as previsões não são muito otimistas para chuvas na região. Não vamos ter a tendência de passar o inverno tranquilo. Precisamos resolver o problema de captação e diminuir a vazão no rio. Não podemos chegar dessa forma no inverno”, afirma o André Luis de Paula Marques, diretor-executivo da Agevap (Associação Pró-Gestão da bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul).

Segundo Marques, a meta é conseguir a autorização da ANA para diminuir a vazão na barragem de Santa Cecília. A decisão sobre a diminuição será discutida nesta quinta-feira (12). A intenção é reduzir a vazão dos 140 m³/s para 110 m³/s.

“Estamos vivendo a mesma crise de 2003, quando já discutimos sobre o mesmo assunto. Não aprendemos e agora temos que fazer as medidas definitivas a médio e longo prazo”, diz o diretor-executivo da Agevap.

O superintendente da Sabesp no Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto, apresentou o plano de ações e medidas de captação de água na região, além de alertar sobre o uso racional. “Diante do cenário, algumas pessoas ainda desperdiçam água, mas é importante ressaltar que estamos em um momento de economizar”, afirma.

“Utilizamos água em tudo, desde a confecção de uma calça, camiseta de algodão e um copo de leite. A economia precisa ser realizada concretamente”.

Para o prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), a falta de água deve ser discutida com transparência. “Estamos em um momento de crise e essa situação afeta a todos. É a hora de refletirmos a situação, de forma bem transparente sobre o caso”, destaca o prefeito.

Comitê
Em abril de 2014, o primeiro sinal da crise hídrica foi relatado para o Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul. De acordo com Nazareno Mostarda Neto, membro do comitê, a atual crise hídrica precisa ser tratada com cautela.

“Estamos diante de um desafio. É preciso agir com cautela e revisar o conceito de gestão sobre a falta notória de água. O Comitê tem feito o que tange a esfera técnica”, diz Mostarda.

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