Nova safra de editores de móveis movimenta o mercado

Quando em 2011 o alemão Max Reichel, em vias de se transferir para o Brasil, percorria as lojas de São Paulo em busca de móveis para montar seu apartamento, a falta de opções lhe saltava aos olhos. “De um lado existia o alto design, com suas estrelas e preços exorbitantes. De outro, produtos com preços mais abordáveis, mas com desenho e padrão de qualidade que deixavam muito a desejar. Na hora senti estar diante de um nicho a ser suprido.”

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Quando em 2011 o alemão Max Reichel, em vias de se transferir para o Brasil, percorria as lojas de São Paulo em busca de móveis para montar seu apartamento, a falta de opções lhe saltava aos olhos. “De um lado existia o alto design, com suas estrelas e preços exorbitantes. De outro, produtos com preços mais abordáveis, mas com desenho e padrão de qualidade que deixavam muito a desejar. Na hora senti estar diante de um nicho a ser suprido.”

E foi assim que, por intermédio dos amigos, Reichel começou a tomar contato com uma nova geração de designers: jovens recém-formados ou em início de carreira, empenhados em efetivar parcerias com seus editores, no sentido de ter seus projetos viabilizados e, principalmente, difundidos. Desta vez, porém, a pesquisa superou suas expectativas. “Acabei conhecendo muitos jovens talentosos e abertos, apenas em busca de uma oportunidade “

Nascia então a Oppa. “Entramos no mercado quebrando regras, apresentando às pessoas uma proposta diferente: vender móveis pela internet. Investir no talento de jovens que nunca haviam desenhado um móvel. E deu certo”, comenta o empresário, um ex-aluno da Harvard Business School, hoje à frente de uma plataforma de e-commerce e de cinco showrooms no Brasil: dois em São Paulo e os outros em Campinas, São Caetano e Rio de Janeiro

“Quando recebo um projeto me pergunto: daria um bom móvel Oppa? Ou seja, além de simpático, ele conseguiria reunir funcionalidade, qualidade e preço?”, conta Reichel, que trabalha com uma carteira variada de fornecedores, pelo visto, com sucesso: com mais de 800 mil seguidores no Facebook, sua empresa tem apresentado crescimento médio de 20% e, este ano, pretende reforçar sua presença no mercado carioca com mais dois novos showrooms.

Como ele, o paulistano Marcus Ferreira é outro que resolveu voltar seus olhos para o público jovem – tanto o formado pelos designers quanto pelos consumidores. Inaugurada em 2011, sua marca Carbono acaba de ganhar novo endereço em plena Alameda Gabriel Monteiro da Silva. Mais que um showroom, um espaço que se pretende um ponto de encontro onde se possa discutir design, estilo de vida e, espera-se, bons negócios.

Na composição dos interiores, a cargo do estúdio paulistano SuperLimão, um padrão mais livre e descontraído de exposição, concebido com o objetivo de permitir maior visibilidade das peças. No segundo piso funciona um centro de customização, enquanto no térreo, uma pequena galeria, que coloca sempre em destaque a coleção de um determinado designer, estimulado a criar para a marca.

“Os jovens vêm com o pacote completo. Ao pensar o projeto, eles pensam em tudo: do cliente ao estilo de vida. Da produção ao preço final. Eles são menos preocupados com o autoral”, destaca Ferreira, que costuma comissionar seus designers nos moldes da Oppa, com base no volume de vendas, mas produz suas coleções em fábrica própria. “São produtos que seguem a filosofia da marca, que investe em muitas linguagens.”

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