O fracasso é a inteligência do mundo
Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o imenso valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é pior. Representa a inércia, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar. Todo poeta, todo pintor, todo cientista, coleciona um número bem maior de fracassos do que sucessos. O […]

Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o imenso valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é pior. Representa a inércia, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar.
Todo poeta, todo pintor, todo cientista, coleciona um número bem maior de fracassos do que sucessos. O físico Richard Feynman disse que cientistas passam a maior parte do tempo enchendo a lata de lixo com ideias furadas. Sem os erros não vamos em frente.
Tem gente que acha gênio quem nunca fracassa, quem tudo dá certo, quase que magicamente. Mentira. Os gênios passam pelas dores do processo criativo, pelos becos sem saída, até chegar a uma solução que funcione. Talvez seja por isso que Irving Stone tenha chamado seu romance sobre a vida de Michelangelo de “A Agonia e o Êxtase”. Ambos são partes do processo criativo, a agonia vinda do fracasso, o êxtase de ter criado algo absolutamente novo, que ninguém criou.
O fracasso garante nossa humildade. Sem o fracasso, seríamos vencedores impacientes em ensinar, e nunca dispostos a aprender. Se o fracasso fosse mais aceito, o mundo seria menos arrogante.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
