PF cumpre mandados em São José e Caraguatatuba contra esquema de fraude tributária milionária

Operação em cidades do Vale e Litoral Norte apura prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) uma operação contra um esquema milionário de fraudes tributárias que atingiu diversas cidades do país, incluindo São José dos Campos e Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista.

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Batizada de Operação Títulos Podres, a ação ocorre em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF), com foco na investigação de um grupo suspeito de utilizar créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”, para compensação indevida de tributos federais.

Em São Paulo, além de São José dos Campos e Caraguatatuba, também foram cumpridos mandados na capital, Osasco e Praia Grande. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões ou apreensões específicas nas cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Ao todo, a operação cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão.

Segundo as investigações, o esquema envolvia escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, que ofereciam soluções fraudulentas para quitação ou redução de dívidas fiscais. A Polícia Federal também aponta a participação de servidores públicos e o uso de mecanismos sofisticados para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Os investigados utilizavam procurações eletrônicas, empresas interpostas e contas bancárias de terceiros para dificultar o rastreamento financeiro.

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 100 milhões apenas nesta operação. A Justiça Federal determinou o bloqueio de cerca de R$ 32 milhões em bens e valores ligados aos suspeitos.

A ação mobiliza cerca de 215 policiais federais e 43 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal.

Paralelamente, a Polícia Federal também realiza a Operação Consulesa – Fase 2, que apura desvios ainda maiores, estimados em R$ 670 milhões.

As investigações seguem para identificar novos envolvidos e dimensionar a extensão total das fraudes.

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