PF intima Guilherme Boulos por tuíte com ‘lembrete’ a Bolsonaro sobre Luís XVI
Líder do MTST comentou fala do presidente após atos antidemocráticos em frente ao Quartel General do Exército

O coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e ex-candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), foi intimado a prestar depoimento na superintendência da Polícia Federal em São Paulo, com base na Lei de Segurança Nacional, em razão de um comentário feito pelo político em seu perfil do Twitter.
O tuíte de Boulos aconteceu no contexto de uma declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um dia após o ato antidemocrático em frente ao Quarto General do Exército no dia 31 de março, data de aniversário do golpe militar de 1964, quando apoiadores do presidente protestaram com faixas contra o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal). Na ocasião, Bolsonaro falou: “O pessoal geralmente conspira para chegar ao poder. Eu já estou no poder. Eu sou o presidente da República. Eu sou realmente a constituição”.
Comentando a fala do presidente, Boulos fez referência à frase “O Estado sou eu”, atribuída ao rei Luís XVI, que governou a França entre 1643 e 1715 e acabou executado em um dos acontecimentos mais importantes da Revolução Francesa. “Um lembrete para Bolsonaro: a dinastia de Luís XVI terminou na guilhotina”, disse o psolista.
Após ser levada ao Ministério da Justiça pelo deputado mato-grossense José Medeiros (PODEMOS), o então chefe do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), André Mendonça, atualmente na Advocacia-Geral da União, pediu à Polícia Federal que fosse aberto o inquérito com base na Lei de Segurança Nacional para a postagem ser investigada.
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