PM e EDP identificam furto de energia em esfiharia durante operação em Lorena

Inspeção constatou adulteração no medidor de energia; prática é crime e pode resultar em pena de até seis anos de prisão

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
Reprodução/EDP
Reprodução/EDP

Uma operação conjunta da Polícia Militar e da EDP identificou um caso de furto de energia elétrica em uma esfiharia localizada na região central de Lorena. A ação, realizada nesta quinta-feira (23), faz parte das operações permanentes de combate às fraudes na rede elétrica desenvolvidas pela distribuidora em parceria com as forças de segurança.

Durante a inspeção técnica, equipes da EDP constataram a violação do lacre do medidor e a inversão de uma das fases do equipamento, mecanismos utilizados para reduzir artificialmente o registro do consumo de energia. De acordo com a distribuidora, a fraude estaria sendo praticada há aproximadamente três meses.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil, que dará sequência às investigações e aos procedimentos legais.

Mais de 9 GWh de energia recuperados na região

Segundo levantamento da EDP, somente em 2025 foram recuperados 9,2 GWh de energia desviada no Vale do Paraíba e Litoral Norte. O volume seria suficiente para abastecer, durante um mês, todo o município de Tremembé, que possui cerca de 51 mil habitantes.

A concessionária destaca que, além do prejuízo financeiro, as ligações clandestinas comprometem a estabilidade do sistema elétrico, aumentam o risco de acidentes, incêndios e choques elétricos, além de provocarem interrupções no fornecimento de energia para consumidores regulares.

Lei endureceu punições

Desde 30 de abril de 2026, está em vigor a Lei nº 15.397/2026, que aumentou a pena para o crime de furto de energia elétrica. A punição passou de um a quatro anos para um a seis anos de reclusão.

Com a mudança na legislação, a pena máxima passou a impedir a concessão de fiança pela autoridade policial em casos de prisão em flagrante. Nestas situações, o investigado permanece à disposição da Justiça até a realização da audiência de custódia.

Além da responsabilização criminal, quem comete fraude pode ser obrigado a ressarcir o valor da energia consumida e não faturada, além dos custos administrativos e operacionais da regularização, conforme normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Tecnologia no combate às fraudes

A EDP informou que vem ampliando o uso de inteligência artificial para identificar irregularidades com maior precisão e investindo em sistemas de blindagem mecânica nos medidores de grandes consumidores, como estabelecimentos comerciais e indústrias.

A distribuidora também reforça a importância da parceria com os órgãos de segurança pública para combater esse tipo de crime, que afeta toda a população.

A empresa orienta que casos suspeitos de furto de energia sejam denunciados pelos canais oficiais de atendimento, como o aplicativo EDP Online, WhatsApp, telefone 0800 721 0123 ou demais canais disponíveis 24 horas.

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