MP arquiva pedido de investigação contra vice-governador Felicio Ramuth
Promotoria considerou possível prescrição dos fatos e encerrou apuração

O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar o pedido de investigação contra o vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), e sua esposa, Vanessa Piovesan Ramuth, em um caso envolvendo suspeitas sobre movimentações financeiras internacionais.
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O pedido de apuração havia sido apresentado pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), que solicitava investigação sobre a origem de recursos relacionados a uma conta bancária no principado de Andorra. Segundo informações divulgadas, o montante depositado chegaria a aproximadamente US$ 1,6 milhão.
Apuração envolvia cooperação internacional
De acordo com documentos mencionados no processo, os valores teriam passado por uma estrutura financeira internacional, incluindo uma offshore no Panamá e transações por uma instituição financeira em Luxemburgo, antes de serem direcionados à conta em Andorra.
A conta teria sido aberta em 2019, e relatórios da Unidade de Inteligência Financeira de Andorra apontaram possíveis indícios de irregularidades, levando ao compartilhamento de informações com autoridades brasileiras por meio de cooperação jurídica internacional.
Defesa contesta acusações
Felicio Ramuth e Vanessa Piovesan negaram qualquer irregularidade. Em depoimentos prestados no exterior em 2025, a defesa afirmou que os recursos são anteriores à trajetória política de Ramuth e teriam origem em atividades empresariais ligadas à empresa Visio Corporation LTD S.A., registrada em nome de Vanessa.
O vice-governador também declarou ao Ministério Público que as acusações possuem motivação política. A defesa ressaltou ainda que o casal possui regime de separação total de bens e que os ativos teriam sido devidamente declarados à Receita Federal e ao Banco Central.
Decisão do Ministério Público
Após análise das informações e documentos apresentados, a promotora Cintia Marangoni determinou o arquivamento do caso. Entre os fatores considerados está a possível prescrição, uma vez que as movimentações investigadas teriam ocorrido entre 2009 e 2011.
Apesar do arquivamento, o deputado Paulo Fiorilo informou que pretende recorrer da decisão. O caso segue repercutindo no cenário político paulista.
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