Por um voto, Câmara mantém taxa de iluminação pública em Jacareí
Para Edinho Guedes (PMDB), houve traição por parte de Itamar Alves (PDT)


Para Edinho (à esquerda), houve traição por parte de Itamar Alves (PDT)
Montagem/FotorCreated
A Câmara de Jacareí rejeitou na manhã desta quarta-feira (19) o projeto de lei que pedia a revogação da CIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública), na cidade. Foram sete votos contrários e seis favoráveis à proposta.
O documento, que inicialmente não constava na Ordem do Dia, foi inserido nos trabalhos por meio de requerimento aprovado pelos vereadores. Agora, com a decisão, a Câmara ratifica a validade da Lei Municipal nº 5.986 de 23 de outubro de 2015, aprovada pelo Legislativo no dia 21 de outubro.
Desta forma, a cobrança da CIP deve entrar em vigor a partir de fevereiro de 2016. De acordo com o vereador Edinho Guedes (PMDB), responsável por protocolar a proposta de revogação da CIP no Legislativo, uma “traição” do colega de plenário Itamar Alves (PDT) impediu a revogação da CIP.
“Infelizmente pela traição de um dos autores, o Itamar Alves, no último minuto, nós perdemos por um voto a chance de acabar com essa taxa aqui na Câmara. Nós entendemos que essa cobrança é abusiva porque tenta colocar na conta do trabalhador uma conta que ele já paga através dos impostos, que é o consumo de energia pública, por isso nos posicionamos contrários e lutamos pela revogação”, disse Edinho Guedes em um vídeo postado na internet.
Apesar de ter votado a favor da cobrança e ter ajudado o governo municipal a ter aprovado o projeto para a CIP, posteriormente, Itamar Alves assinou com os outros seis vereadores da oposição o projeto para revogação. No entanto, nesta quarta-feira, o parlamentar votou contra a revogação.
Além de Edinho Guedes, votaram favoráveis à revogação da CIP, os vereadores Edgard Sasaki (DEM), Valmir do Parque Meia Lua (PSD), Fernando da Ótica Original (PSC), Maurício Haka (PSDB) e Rogério Timóteo (PRB).
Votaram contrários à revogação, Ana Lino (PMDB), Antonele Marmo (PT), Paulinho do Esporte (PMDB), Itamar Alves (PDT), José Francisco (PT), Rose Gaspar (PT) e Arildo Batista (PT).
Agora, Edinho Guedes, que também é advogado, pretende ir ao Judiciário para tentar revogar a CIP. “Vou continuar lutando contra essa taxa agora junto ao Poder Judiciário, vou entrar com uma ação pra tentar derrubar essa taxa lá [Judiciário], vai ser difícil mas é o que nos resta fazer”, afirma.
A reportagem procurou Itamar Alves, mas foi informada por sua assessoria que o vereador estaria em trabalho externo em alguns bairros de Jacareí na manhã desta quinta-feira (19). O parlamentar não retornou até o fechamento desta matéria.
A cobrança
De acordo com a prefeitura, serão cobrados valores diferenciados para cada faixa de consumidor. Para a população de baixa renda será cobrada tarifa social de R$ 1. Os consumidores entre 100 a 300 KWH por mês vão pagar de R$ 5 a R$ 7. Os estabelecimentos comerciais pagarão entre R$ 20 (0 a 100 KWH/mês) e R$ 400 (acima de 10 mil KWH/mês).
Já nas indústrias, os valores variam entre R$ 20 e R$ 4.000, para os mesmos padrões de consumo. Propriedades rurais residenciais pagarão R$ 4 e as não-residenciais a tarifa será entre R$ 5 e R$ 100.
Manutenção
De acordo com a prefeitura, atualmente, o Executivo conta com R$ 100 mil mensais para a manutenção da iluminação pública. “Segundo cálculos, seria necessário elevar esse valor a R$ 250 mil para atender aos pedidos da população”, diz a nota.
Responsabilidade
Desde 1º de janeiro, por exigência da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a manutenção da iluminação pública deve ser realizada pelos municípios. Até o ano passado, o serviço era realizado pelas próprias concessionárias de energia elétrica.
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