Prefeitura de S. José diz não para saída de ambulantes do camelódromo

Secretário José Luís Nunes Divulgação A Prefeitura de São José dos Campos decidiu manter os ambulantes no Centro de Comércio Popular Jardim do Sapo, localizado na praça João Mendes, no centro da cidade. A decisão foi encaminhada para a Justiça, na tarde desta quinta-feira (27), em resposta a ação, protocolada pela Defensoria Pública, que pede […]

Escrito por: Beatriz Scotti2 min de leitura
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Secretário José Luís Nunes da pasta de Defesa do Cidadão (Divulgação)

Secretário José Luís Nunes

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A Prefeitura de São José dos Campos decidiu manter os ambulantes no Centro de Comércio Popular Jardim do Sapo, localizado na praça João Mendes, no centro da cidade.

A decisão foi encaminhada para a Justiça, na tarde desta quinta-feira (27), em resposta a ação, protocolada pela Defensoria Pública, que pede a volta dos vendedores para as calçadas da praça.

De acordo com o Secretário de Defesa do Cidadão, José Luís Nunes, os ambulantes concordaram com a mudança há dois anos, quando eles foram realocados para o camelódromo. Além disso, a prefeitura teria que fazer um estudo para que eles fossem colocados em outro local.

“Para gente não existe plano B. A prefeitura é contra a volta deles para as ruas afinal eles concordaram com a mudança e nós estamos respondendo para a Justiça, explicando sobre como foi feita essa mudança. Para mudar, seria preciso desapropriar uma área, fazer uma construção, e isso precisa de verba e como eu vou justificar esse gasto para a justiça se já existe esse local?”, disse Nunes.

O secretário também informou que a prefeitura se disponibilizou para fazer campanhas de comunicação, além de treinamentos para os vendedores, para que melhorem a exposição dos produtos, além de melhorar a infraestrutura do local.

O caso
Em 2012, na administração Eduardo Cury (PSDB), a prefeitura tirou todos os comerciantes da praça João Mendes, e os distribuiu em camelódromos, como parte do plano de revitalização do centro. Na época, a justificativa para a medida era a desobstrução das calçadas.

Hoje, os ambulantes reclamam da falta de infra-estrutura e de clientes. Segundo eles, as vendas caíram entre 70 e 80%, e que dos 42 boxes só 15 estariam abertos. Na ação civil pública, a Defensoria Pública pede que os camelôs retornem para a área aberta da praça João Mendes, ou que sejam transferidos para uma área de maior movimento de pessoas.

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