Programa combate habitação em áreas de proteção no Litoral Norte
As cidades do Litoral Norte, Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela, receberão parte dos R$ 1,2 bilhão investidos pelo PDSLP (Programa de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Paulista) do Governo do Estado. O programa tem como objetivo proteger o patrimônio ambiental da ocupação habitacional irregular.

Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela irão receber parte dos R$ 1,2 bilhão investidos pelo PDSLP (Programa de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Paulista) do Governo do Estado. O programa tem como objetivo proteger o patrimônio ambiental das cidades da ocupação habitacional irregular, que acontece em áreas de preservação.
1,2
bilhão de reais é o valor que será investido no programa que inclui 16 cidades de todo o litoral paulista. Os recursos serão divididos entre Governo Estadual e Banco do Brasil
Em parceria com as prefeituras, o PDSLP deve atender 16 mil famílias moradoras de áreas de risco ou de proteção ambiental nas 16 cidades litorâneas de São Paulo. Somada, a área equivale a 250 hectares.
A previsão é realocar essa população para novas unidades habitacionais, construídas com verbas do Governo Estadual e do Banco do Brasil.
Já a construção dos conjuntos habitacionais fica a cargo da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), com terreno cedido por cada prefeitura.
Pré-sal
O programa acontece no momento em que as cidades do Litoral Norte estão prestes a receber imigrantes que buscam oportunidades com a exploração de petróleo na camada pré-sal.
Para o secretário de Habitação, Silvio Torres (PSDB), o programa é importante para que as cidades consigam absorver o aumento populacional.
“É um programa que prepara essas cidades para uma ocupação ordenada do solo, evitando que as áreas de preservação ambiental sejam atingidas”, afirma.
Fiscalização
A desocupação das áreas vai ser a primeira etapa do programa, que tem duração de cinco anos. Após a retirada das famílias, os núcleos vão ser congelados e será dado início a um projeto de revitalização ambiental dos locais.
“O trabalho acontece em parceria com as prefeituras. Elas serão estruturadas e seus técnicos capacitados para operar o sistema de fiscalização e monitoramento”, diz o coordenador local de meio ambiente, Javier Toro.
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